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Psicóloga pede 'tolerância zero' para castigos corporais

24 de Novembro de 2011 às 17:16

Durante audiência pública que discute projeto que coíbe o uso de castigos corporais graves contra menores, a psicóloga Maria Aparecida Alves da Silva, representante da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, condenou todo tipo de violência contra menores.
"A ética e a moral só se ensinam através do exemplo. Não existe esta conversa de 'palmadinha de amor'. Na verdade, toda punição que provoca dor é castigo físico. Já o chamado 'castigo humilhante' tem como objetivo provocar sofrimento mental. O método é fazer o outro sofrer para controlar seu comportamento", afirmou.

A especialista também explicou que a falta de identificação dos pais com o sofrimento das crianças também concorre para o crescimento da violência contra menores.

"Temos que ter 'tolerância zero' com a violência. Quando usamos o expediente de 'bater para educar', passamos por um processo mental de esfriamento da empatia, ou seja, de nossa capacidade de nos colocar no lugar do outro. Para brutalizarmos alguém, primeiro, precisamos embrutecer. Se isso acontece na cultura geral da sociedade, precisamos romper esta lógica desde o começo, desde os primeiros anos, que são os mais significativos para a formação humana", explicou.

"Que nem mais uma criança neste País tenha que suportar socos, pontapés e humilhações, em nome da educação", encerrou.

O debate acontece nesta tarde de quinta-feira, 24, no Auditório Costa Lima da Assembleia.

 

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