Relatora de projeto de lei que combate castigos corporais condena violência
Encerrando audiência pública que discute projeto do Governo Federal que proíbe a aplicação de castigos graves contra menores, a deputada federal Teresa Surita (PMDB-RR) explicou que a matéria segue especificações da Organização das Nações Unidas (ONU). O encontro tem lugar no Auditório Costa Lima desde as 15h30.
"Os pais não querem que ninguém bata em seus filhos, mas querem autorização para que possam castigá-los. A exposição da psicóloga Cida Alves foi clara ao mostrar que nos embrutecemos quando passamos a violência para nossos filhos. A palmada é cultural em nosso País. Se Deus quiser, vamos aprovar a lei, e vamos aprová-la para todo o País", disse.
Ela explicou que o projeto em trâmite no Congresso, do qual é relatora, atende a um compromisso do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a parlamentar, a ONU propõe o compromisso de "dar o direito às crianças e adolescentes de serem criados sem castigos corporais".
Ela afirmou que o Estado não vai interferir na educação das famílias, mas que elas terão a obrigação de saber como educar a família dentro de "limites aceitáveis".
"O que educa são os limites, mas principalmente o diálogo. Esse diálogo deve existir desde o início da infância. Esta lei vai dar proteção e conferir limites para as famílias. Precisamos, através dos agentes de saúde da família, de professores, e de campanhas permanentes, educar nossa sociedade sobre como educar seus filhos", afirmou.