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Coordenador do Brasil Mata Viva explica programa de crédito de sustentabilidade

28 de Novembro de 2011 às 15:48

A Frente Parlamentar do Agronegócio promove, na tarde desta segunda-feira, 28, no Auditório Solon Amaral, audiência pública que discute o programa de sustentabilidade “Brasil Mata Viva”. O programa consiste em utilizar a capacidade de neutralização da emissão de gases de efeito estufa com a preservação de reservas florestais já existentes em propriedades rurais. Essa capacidade é convertida em um documento de certificação, que poderá ser comercializado no mercado de neutralização de emissões dos gases.

O recurso advindo da comercialização é destinado ao proprietário da terra, pelo serviço de conservação, em compensação pela não exploração produtiva. Essa remuneração deve ser distribuída entre a adequação ambiental da propriedade, a introdução de tecnologias para conservação ambiental e a implantação do Núcleo Estratégico de Desenvolvimento Local, que vai propiciar a sustentabilidade do mecanismo de desenvolvimento da comunidade envolvida.

O programa já existe há cinco anos. Segundo o coordenador técnico do Brasil Mata Viva, Rodrigo Martinez, “ninguém corta porque acha legal, corta porque precisa de dinheiro. Por isso, é necessário que a área de floresta valha tanto quanto a área aberta”. O mecanismo de financiamento do programa é todo privado. “O produtor não paga para participar do projeto, as empresas privadas são quem fazem o processo acontecer. Desde o projeto até a comercialização, quem financia o Brasil Mata Viva é a iniciativa privada das empresas que pagam pelo crédito”, afirma Martinez.

O coordenador do projeto esclarece aos produtores presentes que o programa se difere dos programas de comercialização e créditos de carbono porque vai além, sendo um comércio de créditos de sustentabilidade. Ele explicou aos produtores presentes na audiência que o valor médio que os produtores recebem é de 350 unidades de créditos de sustentabilidade por hectare a cada ano, sendo que a unidade do crédito vale atualmente 3,75 euros.

Para participar do programa, o produtor goiano deve entrar em contato com a Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA). Além dela, são parceiras no projeto: Acieg, Emater, Imei Consultoria, Secretaria de Gestão e Planejamento, Secretaria de Indústria e Comércio, Secretaria da Agricultura, Secretaria de Meio Ambiente, Banco do Povo, Idesa, e BTAAB.

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