Conferencista ministra palestra sobre o jovem e as drogas
Acontece nesta segunda-feira, 28, audiência pública em Silvânia, que discute políticas públicas de enfrentamento ao uso e tráfico de drogas por menores. A iniciativa é da Comissão da Criança e Adolescente, representada pelo deputado Humberto Aidar (PT).
A coordenadora do programa Em Nome da Vida, da pró-reitoria de extensão e apoio estudantil da PUC-GO, Vera Lúcia Morselli, ministra palestra “O jovem e as Drogas. Um Caso de Que?”.
Inicialmente, Vera explanou sobre o conceito de juventude e citou frase da ex-primeira-dama da República, Ruth Cardoso. “Juventude é exatamente o momento da vida no qual se está lutando pela autonomia, se está lutando para ser reconhecido como adulto.”
Segundo ela, ser jovem é viver um contato original com a herança social e cultural, constituído não apenas por uma mudança social, mas por fatores biológicos; sendo assim, a experiência dos jovens é o fator propulsor da dinâmica da sociedade.
Vera lembrou que os pais são modelos para os filhos, então, quando consomem bebida ou cigarro, seja em casa ou em festas infantis, onde sempre há consumo de bebidas alcoólicas, isso de certa forma influencia diretamente no comportamento dos filhos. Ainda, os jovens passam muito tempo assistindo a todo tipo de programação televisiva e os pais não conversam sobre o que é exposto nela.
A palestrante comentou características que influenciam no posicionamento dos jovens, como: invasão da tecnologia, aumento das informações, ritmo mais rápido, exigências maiores, aumento da população envelhecida - o que ocasiona o conflito de ideias, ausência de padrões e modelos familiares, aumento do número de pessoas vivendo sozinhas.
“Percebemos a perda dos valores familiares, a família é o núcleo primário de proteção, afeto e socialização, e tem função de proteção e transmissão de cultural, no entanto, atualmente, a família é disfuncional”, aponta.
Para a conferencista, é necessário ampliar o foco para uma compreensão relacional da dependência de substâncias em um contexto familiar. O problema é complexo e requer um olhar compreensivo multiprofissional, de caráter reabilitador e terapêutico.
“Em vez de lutarmos contra as drogas, devemos enfrentar os fatores que estão permitindo sua oferta quase sem controle, e sua demanda quase sem alternativas”, conclui.