CPI das Contas gera ação do Ministério Público contra Alcides Rodrigues
Baseado no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI) da Assembleia Legislativa, que, durante mais de quatro meses deste ano, apurou irregularidades no último ano da administração do ex-governador Alcides Rodrigues, o Ministério Público de Goiás propôs, nesta quarta-feira, 30, ação civil pública por improbidade administrativa contra o ex-dirigente, por violação da Lei de Responsabilidade Fiscal. Assinaram a ação os promotores Villis Marra, Juan Borges de Abreu e Rodrigo César Bolleli Faria.
De acordo com o inquérito civil público, nos dois últimos quadrimestres de seu mandato, o ex-governador contraiu obrigação de despesa que não pode ser cumprida dentro do mandato e não deixou disponíveis em caixa recursos suficientes para isso. De acordo com análise da prestação de contas realizada pela Controladoria Geral do Estado, Alcides Rodrigues deixou restos a pagar num total de R$ 994.014.226,87.
O Ministério Público requereu a condenação do ex-governador, de acordo com as sanções previstas no artigo 12, inciso III, da Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa), que incluem a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar com o Poder Público.
Relator comenta
O relator da CPI das Contas de 2010, deputado Doutor Joaquim (PSD), ao tomar conhecimento da ação impetrada pelo Ministério Público, disse que "esta decisão do MP vem engradecer o trabalho desenvolvido pela CPI na Assembleia Legislativa. Esta ação vem referendar nosso trabalho, e provar que aqui fizemos um trabalho técnico, sem conotação política, tanto é que os dados constantes do nosso relatório vieram, agora, endossar esta ação".
Para Doutor Joaquim, a atuação do Ministério Público vem convalidar "nosso trabalho à frente da CPI, onde chegamos a um relatório minucioso, com dados concretos, e, agora, estamos vendo um resultado prático, que engradece o trabalho desenvolvido pela CPI das Contas".
O relatório final da CPI foi apreciado pelos parlamentares no dia 31 de agosto último.