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Daia

01 de Dezembro de 2011 às 11:39
Iniciativa de Carlos Antonio, Assembleia promoveu audiência pública em Anápolis, nesta quinta-feira, 1º, para debater expansão do Daia.

A Assembleia Legislativa, por iniciativa do deputado Carlos Antonio (PSC), em parceria com o Governo do Estado, através da Secretaria de Indústria e Comércio (SIC) e da Companhia dos Distritos Industriais de Goiás (Goiasindustrial), promoveu, na manhã desta quinta-feira, 1º, audiência pública para debater, com os segmentos interessados, a expansão do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). O evento aconteceu no auditório da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia).

Carlos Antonio ressaltou que a audiência era questão de necessidade e queria do Governo do Estado uma resposta para a expansão territorial do Distrito, especulada há alguns anos. “Enquanto deputado, faço questão de abordar o tema e trazer o debate junto aos secretários e todos os interessados, para que possamos avançar nesta questão. Nosso papel é cobrar para que os projetos não fiquem só no papel.”

O secretário estadual da Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, ressaltou que vontade do Governo do Estado promover a expansão. “O Governador já designou os recursos necessários para a ampliação e nossa expectativa é que iremos ampliar o Daia em aproximadamente 50 alqueires a partir do primeiro trimestre de 2012.”

O secretário informou que o objetivo é fazer uma expansão estruturada, que possa atender inclusive as empresas que já estão instaladas como, por exemplo, a Hyundai. Segundo Baldy, o Daia é uma ferramenta importante de desenvolvimento para o Estado e para Anápolis. “A expectativa é de que em 120 dias nós já possamos estar efetuando as desapropriações.”

O vice-prefeito de Anápolis, João Gomes, disse que a informação agrada toda a classe empresarial anapolina. De acordo com o vice-prefeito, seria ideal uma expansão maior do que a anunciada, mas destacou que o proposto na audiência já é uma solução para que o município possa receber novas empresas.

João Gomes parabenizou ainda a parceria que o Governo do Estado vem constantemente realizando com a Prefeitura de Anápolis em diversas áreas. “O Governo Estadual têm sido um importante e presente parceiro para as demandas do município.”

O presidente da Acia, Wilson de Oliveira, destacou que, enquanto o Daia não recebe a expansão, rotineiramente está perdendo empresas para outros municípios no Estado. “Não são raros os casos em que empresas interessadas em se instalar em Anápolis acabaram se instalando em cidades como Itumbiara, Aparecida de Goiânia, entre outras, que ofereceram o requisito mínimo, que são as áreas”, destacou.

Ao final da audiência, Carlos Antonio fez um balanço. Segundo o parlamentar, apesar de tudo que foi abordado na audiência, o anúncio do secretário de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, de que em 120 dias estará iniciando as desapropriações, para uma ampliação de 50 alqueires na área do Daia, a audiência teve a pauta esgotada.

“Debatemos aqui diversos assuntos, mas tomar conhecimento da disposição do Governo Estadual em promover a expansão do Distrito, com proposta em área e prazos, já torna nossa iniciativa válida”, disse.

O parlamentar reafirmou que a intenção é trabalhar para que o Daia continue sendo um polo importante para o Estado. “A expectativa é que o Daia continue mantendo o sucesso que já tem e se consolidando como o maior distrito agroindustrial, não só do Centro-Oeste, mas um dos mais importantes do País.”

Mesa

A mesa da audiência foi composta pelo deputado Carlos Antonio; pelo presidente da Acia, empresário Wilson de Oliveira; o secretário estadual de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy; o vice-prefeito de Anápolis, João Gomes; o secretário de Desenvolvimento Econômico de Anápolis, Mozart Soares; e os vereadores por Anápolis Assef Jorge Naben e João Feitosa.

Histórico


O Distrito Agroindustrial de Anápolis foi inaugurado no dia 9 de novembro de 1976, no governo do presidente Ernesto Geisel, e do governador Irapuan Costa Júnior. Nos primeiros anos, o Distrito recebeu poucos empreendimentos e foi considerado um “elefante branco”, como então se rotulavam as grandes obras de governo que não saíam do papel.

A partir de meados da década de 80, o governo goiano, na gestão de Iris Rezende (PMDB), iniciou uma política de incentivos fiscais, a partir da Lei nº 9.489, de 19 de julho de 1984, que criou o Fundo de Fomento à Industrialização (Fomentar).

Com a nova legislação, as empresas começaram o povoar o polo industrial. No final da década de 90, no início do primeiro governo de Marconi Perillo (PSDB), o Fomentar sofreu alterações para se ajustar à nova realidade econômica, passando à denominação de Produzi.

Outros avanços importantes seguiram, como a implantação da Estação Aduaneira de Interior (Porto Seco), do polo farmoquímico, e da Universidade Estadual de Goiás (UEG), para suprir as demandas de qualificação de mão de obra para a industrialização emergente.

O polo industrial anapolino está consolidado em um eixo econômico estratégico do Centro-Oeste, além de ser o distrito agroindustrial mais bem estruturado do Estado, com cerca de 140 empresas instaladas e gerando aproximadamente 10 mil empregos diretos.

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