Presidente da Celg fala sobre medidas tomadas para saneamento da empresa
O vice-governador e presidente da Celg, José Eliton de Figueredo Júnior, participa, na manhã desta quarta-feira, 7, da audiência pública que debate a negociação da Companhia Energética de Goiás (Celg) com a Eletrobrás.
Primeiramente, José Eliton fez um comparativo da receita arrecadada entre janeiro a outubro de 2010 e 2011, que mostra um aumento de R$ 154 milhões de um ano para o outro, devido principalmente a novas ligações realizadas pela Celg.
O presidente ainda afirmou que foram utilizados mecanismos de economia que possibilitaram a redução do endividamento da empresa. Em 2011, houve uma redução de 32% do saldo das dívidas internas da empresa.
Segundo o presidente, em janeiro de 2011a empresa tinha faturas em aberto de até 300 dias, já em outubro, este prazo caiu para três dias. "Quando os fornecedores perceberam esta mudança no pagamento, os preços caíram, já que deixou-se de incluir o custo pelo tempo de pagamento."
Em seguida, o presidente destacou as ações realizadas em 2011. Uma destas ações foi o Programa Saldo Positivo, que permitiu o pagamento de R$ 72,2 milhões de dívidas, a renegociação de R$ 3,8 de milhões de dívidas e a antecipação de parcelas no valor de R$ 5,2 milhões.
"Hoje a Celg está adimplente com a maioria dos municípios. Com o município de Goiânia, vamos realizar um ajuste de contas para negociar o pagamento."
Outras iniciativas para recuperar receitas da empresa foram a negociação direta com clientes inadimplentes, sejam de órgão públicas ou com empresas privadas, o que propiciou um recuperação de receitas no valor de mais de R$ 75 milhões, e o Programa Religar.
Juntamente com a recuperação de receita, também foram tomadas medidas para a redução de despesas. Para reduzir as despesas foram realizadas análises dos contratos. Foram economizados um total de R$ 34,3 milhões com contratos não prorrogados, rescindidos e não reajustados.