Projetos do Tribunal de Justiça seguem tramitação na Casa
Três projetos de autoria do Tribunal de Justiça de Goiás tramitam na Assembleia Legislativa, sendo que um está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e os outros dois estão aptos à segunda e definitiva votação em Plenário. A tramitação das matérias pode continuar nesta terça-feira, 13.
O projeto n° 4.117, que altera a organização judiciária do Estado de Goiás quanto à competência referente à área criminal e de execução penal, está na CCJ para a apreciação de emendas apresentadas em Plenário.
A matéria transfere a competência para processar e julgar as causas decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher para os Juizados Especiais Criminais de Anápolis e Aparecida de Goiânia e para os Juizados Especiais de competência geral (cível e criminal).
Já os processos do Tribunal que estão em fase de segunda votação são os seguintes:
Processo nº 3.328: Modifica a organização judiciária do Estado de Goiás, criando varas judiciais em comarcas de entrância intermediária no Entorno do Distrito Federal. A matéria é de autoria do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). A proposta cria duas varas criminais em Águas Lindas de Goiás e uma em cada um dos municípios a seguir: Cidade Ocidental, Cristalina, Novo Gama, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás
No documento, a proposta é justificada por meio de um estudo realizado pela Corregedoria daquela corte, que indica o aumento significativo de ocorrências na esfera penal no Entorno de Brasília.
A proposta, para permitir o funcionamento das novas varas, cria cargos de: juiz de Direito, assistente de juiz de Direito, assistente administrativo de juiz de Direito, escrevente judiciário e oficial de Justiça. Segundo a justificativa do Tribunal, a elevação da despesa de pessoal provocada pela proposta não esgota os recursos orçamentários previstos para este fim, além de não comprometer os limites legais impostos para tais gastos; e
Processo n° 4.191: Altera a organização judiciária do Estado quanto à Comarca de Goiânia e quanto ao processamento das ações dos beneficiários da assistência judiciária, e dá outras providências. Na justificativa da proposta, Vítor Lenza explica que, atualmente, a Comarca de Goiânia é contemplada com seis Varas de Família, Sucessões e Cível, sendo que três têm um juiz cada e as outras três possuem dois juízes cada. Segundo o projeto, as varas com apenas um juiz perderão sua competência quanto a área cível, permanecendo com as referentes à família e sucessões.
Já as varas com dois juízes serão desdobradas em duas, dando origem, cada uma delas, a uma Vara de Família e Sucessões e a outra Cível e Ambiental. Com o desdobramento, torna-se necessária a criação de três cargos de escrivão judiciário III, de três funções de encarregado de escrivania (FEC-5) e de 12 cargos de escrevente judiciário III.
A proposta ainda determina que os processos referentes à assistência judiciária, antes de competência exclusiva das Varas de Família, Sucessões e Cível, passarão a ser distribuídos equitativamente às Varas Cíveis, às Varas Cíveis e Ambientais e às Varas de Família e Sucessões.