Representantes de homenageados falam sobre Direitos Humanos
Agraciado com o Título de Cidadão Goiano na sessão especial desta segunda-feira, 12, o consultor em telecomunicações José Zunga Alves de Lima falou sobre sua trajetória de participação na vida política do País.


Nascido em Brasília, José Zunga iniciou suas atividades políticas no final dos anos 1970, nas áreas de Cultura e Meio Ambiente, e participou da campanha das "Diretas Já" e da mobilização social na Constituinte de 86/88.
Produtor e ativista cultural, o homenageado foi membro-titular da Comissão Geral de Anistia do Governo do Distrito Federal, no período de 1995 a 1998. 


”É uma honra estar presente nesta Casa Legislativa e receber esta homenagem. Espero estar à altura não só desta Casa Legislativa, mas também do povo goiano, ao receber esta honraria. Quero dedicar este Título de Cidadão Goiano a Luís Inácio Lula da Silva”, afirmou.


”A estrada é longa, mas com o carinho e a amizade, construídos ao longo da vida, superamos todas as dificuldades. Espero que todos nós possamos ser construtores de uma verdadeira política de inclusão e de igualdade, e que superemos todo tipo de discriminação”, concluiu.


Movimentos Sociais


Em seguida, a representante dos homenageados condecorados com a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira, Deusdet do Carmo Martins, elogiou o empenho do deputado Mauro Rubem na luta pelos direitos humanos em Goiás.
”Para falar de direitos humanos, primeiramente preciso fazer um questionamento sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Como explicar que, após 63 anos da publicação deste documento, tantas pessoas ainda não tenham garantidos os seus direitos?”, indagou.


Ela acrescentou que os movimentos sociais representam um importante meio de expressão e de luta das minorias. “Com a organização dos diversos grupos sociais, as pessoas conseguem, de fato, lutar pelos seus direitos”, afirmou.


A especialista ainda falou sobre seu trabalho junto ao Fórum Goiano de Luta Antimanicomial, e criticou diversos aspectos das comunidades de tratamento de viciados em crack. “Em algumas comunidades terapêuticas, há castigos severos: constatamos que algumas pessoas chegaram a ser enterradas até o pescoço como forma de castigo. Outras permaneceram trancafiadas", denunciou.