Vice-presidente da Asban destaca dificuldades do setor de crédito consignado
Debater a questão do crédito consignado na Assembleia tem importância ímpar, tendo em vista o espaço democrático que a Casa representa. A afirmação é do vice-presidente da Associação de Bancos (Asban), Jorge Alencastro, e foi feita durante abertura da audiência que na manhã desta quinta-feira, 15, debate a concessão de crédito consignado a servidores públicos.
“Aqui poderemos discutir com todos os interessados. Servidores, Governo e instituições poderão colocar sua opinião, portanto é um ambiente propício para encontrarmos um caminho para a solução dos problemas existentes no tocante ao empréstimo consignado no Estado”, salientou Alencastro.
Segundo o dirigente, Goiás já foi exemplo nacional de um ambiente extremamente propício para o benefício, tanto para os servidores quanto para as empresas operantes do crédito. “Porém nos últimos anos ocorreram mudanças no sistema e no próprio mercado que causaram alterações maléficas para o modelo em questão.”
Ele pontuou fatores como a saída de instituições do mercado de consignado e a alta taxa de emissão de boletos pela empresa operadora do sistema no Estado. “Empresas importantes para a concorrência no setor, como o Bradesco, o Santander, entre outros, estão tendo dificuldades de aprovação da autorização para operar no Estado. Temos também a questão da taxa de emissão de boletos, cobrado pela empresa operadora do sistema, que onera extremamente alguns tipos de operações, principalmente as de menor valor.”
O encontro está sendo realizado no Auditório Costa Lima da Assembleia por iniciativa do deputado Daniel Vilela (PMDB).