Representante do MP diz que consumidor de crédito é presa fácil para bancos
O representante do Centro de Apoio Operacional do Consumidor do Ministério Público, Érico de Pina, afirmou, na audiência que debate a concessão de crédito consignado a servidores públicos, que a modalidade de empréstimo sempre causou preocupação.
“O consumidor sempre foi uma presa fácil para as instituições financeiras que, no Brasil, atuam com ações muito agressivas, sem controle, e na maioria das vezes prejudicial aos servidores", observou.
Érico de Pina defendeu que não existe instituição financeira que não vise o lucro máximo. “Ações, por exemplo, de empréstimos a taxa zero não são reais. O dinheiro tem custo e o banco não toma prejuízo. Por isso, esse tema nos causa muita preocupação.”
Segundo o representante do Ministério Público, o mercado de consignado é um negócio de extrema importância para a lucratividade das instituições financeiras, o que o torna alvo de inúmeras irregularidades. “Sempre tivemos problemas com esse sistema, principalmente relacionados à conduta dos bancos. Mas atualmente essa situação chegou ao ápice. Continuamos com velhos problemas, que já haviam sido extintos e hoje estão presentes novamente, e ainda novas situações.”
Ele respondeu questionamento do autor da audiência, deputado Daniel Vilela (PMDB), que são atitudes como a maquiagem das taxas que tornam o crédito consignado um risco para os clientes. “Um dos principais problemas é a falta de padronização. O sistema não tem uma gestão eficiente. Por exemplo, não existe sequer um contrato estabelecendo normas entre a empresa operadora e o Estado”, explicou.
O encontro está sendo realizado no Auditório Costa Lima da Assembleia.