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Oposição

02 de Janeiro de 2012 às 11:36
Deputado Daniel Vilela fez um balanço da atuação do partido na Assembleia e avaliou que PMDB reafirmou seu papel de oposição em 2011.

Líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa, o deputado Daniel Vilela disse que o partido, após a derrota nas urnas na eleição ao Governo do Estado, reafirmou no Parlamento goiano seu papel de maior opositor da gestão de Marconi Perillo. O parlamentar fez um balanço da atuação peemedebista neste primeiro ano da Legislatura 2011-2014.

“Iniciamos a legislatura depois de uma derrota na disputa pelo Governo. Muitos colocavam que a própria bancada do PMDB não ficaria na oposição, que ela minguaria. Mas conseguimos provar que temos deputados aqui com personalidade para fazer o papel de oposição e de representar quem esteve ao nosso lado, aqueles que cobram uma oposição responsável”, disse o parlamentar, frisando a obrigação de cobrar do Governador os compromissos firmados na campanha eleitoral.

O deputado lembrou que, apesar de ser minoria, a bancada de oposição, que compreende ainda o PT e o PTN, obteve conquistas em 2011. “Infelizmente, em termos de apreciação dos projetos de lei do Governo, não tivemos felicidade nas votações, mas cumprimos com a nossa responsabilidade, apresentando argumentos embasados. E tivemos, em alguns momentos, atendidas as nossas reivindicações no sentido de assegurar vários direitos dos cidadãos goianos.”

Daniel reiterou que os representantes do partido chegaram ao final do período legislativo com o sentimento de dever cumprido. Ele disse esperar que, em 2012, quando alguns parlamentares devem disputar as eleições municipais, a Assembleia Legislativa não perca a produtividade, o que, segundo ele, acarretaria prejuízos ao Estado.

Mudanças partidárias


O peemedebista comentou ainda a saída do deputado Francisco Júnior, agora PSD, dos quadros do PMDB. “O deputado Francisco Júnior é uma pessoa importante e preparada. Ficamos chateados com essa perda, mas não podemos confundir nossas amizades com questões políticas. Fica a amizade, o convívio e o respeito pela pessoa que ele é. E que ele possa ser feliz nos seus projetos políticos, apesar de que a gente acredita que, no PMDB, esses projetos teriam muito mais futuro do que no partido em que ele está agora.”

De acordo com Daniel Vilela, a maioria dos deputados que mudam de partido acaba perdendo a coerência no seu discurso político, o que acarreta consequências perante os eleitores. “Cabe à população fazer a sua avaliação, julgar quem agiu corretamente e quem não agiu. Muitos dos que mudam de lado, depois de conseguir uma vitória, acabam ficando pelo caminho. A população tem o poder de reconduzir ao cargo aquele que fez jus ao seu mandato.”

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