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Comissão de Direitos Humanos apoia ato em defesa da Educação

01 de Março de 2012 às 18:14

A Assembleia Legislativa foi palco do “Ato em Defesa da Educação”, iniciativa da Central Única dos Trabalhadores de Goiás (CUT-GO), em parceria com a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislativa da Casa. O evento, que teve lugar no auditório Costa Lima entre 15h30 e 17h30 desta quinta-feira, 1º, reuniu representantes da educação e de movimentos sociais goianos, com o objetivo de levar a votação o “Manifesto em Defesa da Educação”. O documento critica a política de educação do atual Governo, e pede o restabelecimento do plano de carreira dos professores goianos, em vigor desde o ano de 2001.

Participaram da composição da Mesa: os deputados estaduais petistas Mauro Rubem e Karlos Cabral; o deputado federal Rubens Ottoni (PT); a presidente da Central Única dos Trabalhadores de Goiás (CUT-GO), Bia de Lima; a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Ieda Leal; Fátima Silva, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); Norval Barbosa, representante do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça (Sindjustiça).

E ainda: Terezinha Biar, da direção do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência (Sindifesp); Antônio Chaves, representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Goiás (Fetaeg); Rosane Fernandes, do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). Fátima Veloso, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde-GO).

Também estiveram presentes professores da rede estadual e representantes das seguintes instituições: Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado de Goiás (Adufg), Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Telecomunicações (Sintel), Comissão Pastoral da Terra (CPT); Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado de Goiás (Sinaae-GO), além de sindicatos de 24 municípios goianos.

História

Iniciando os trabalhos, a presidente da CUT goiana Bia de Lima abriu espaço para pronunciamento da representante do Sintego, Ieda Leal, que fez uma breve exposição da situação dos trabalhadores da educação em Goiás.

“Repudiamos o ato do Governo, que quer derrubar o nosso plano de carreira. Os trabalhadores administrativos do Estado também se encontram desvalorizados. Demonstramos hoje que devemos caminhar no sentido de reforçar nossas reivindicações ao Governador”, disse.

“Temos a tarefa de permanecer unidos e organizados. É necessário que o Governo do Estado estabeleça uma relação de respeito junto aos trabalhadores goianos. Temos que compreender que há em curso um projeto destinado à desestruturação dos trabalhadores da educação”, afirmou.

Manifesto

Em seguida, a presidente da CUT goiana, Bia de Lima, procedeu à leitura do “Manifesto da Sociedade em Defesa da Educação Pública no Estado de Goiás”. O documento critica o atual cenário da educação no Estado, que avalia ser de “grande desestímulo a professores e servidores administrativos, bem como a aposentados”.

O manifesto também pede a realização de mais concursos públicos e de melhorias da infraestrutura  de escolas estaduais, e solicita a reabertura das negociações entre servidores em educação e o Governo do Estado.

Após a aprovação do manifesto, Bia explicou cópias do documento serão encaminhadas às seguintes autoridades: governador do Estado Marconi Perillo (PSDB); ao secretário de Estado da Educação, Thiago Peixoto; ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, deputado Jardel Sebba (PSDB); ao Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO); à imprensa e demais órgãos representativos da mídia goiana.

Em seguida falaram a representante da CNTE, Fátima Silva e Fátima Veloso, representando Sindsaúde.

Parlamentares

O deputado Mauro Rubem criticou a baixa valorização dos profissionais da educação em Goiás. “Contrato assinado não se rasga. Esse movimento é para a educação goiana, é para o Estado de Goiás. “, disse.

Mauro Rubem também criticou a dificuldade encontrada pelos servidores da educação de entrarem nas dependências da Casa. “Não podemos aceitar que esta Casa seja fechada ao povo”, sentenciou.

Também compondo a Mesa, o deputado Karlos Cabral disse que o governo de Goiás “está levando o trabalhador goiano para a forca. Todos esses exemplos mostram que o governo não cumpre o que promete aos trabalhadores. Se esta casa estivesse realmente do lado do povo, os deputados teriam barrado o projeto do Governo. A sociedade percebeu que está havendo um massacre do funcionário público”, criticou.

O deputado federal Rubens Ottoni (PT) também fez uso da palavra, e manifestou seu apoio á luta dos professores estaduais. “Nós temos a consciência de que essa luta não é somente de um único setor. Hoje é a educação, amanhã a saúde, e depois é o campo”, ponderou.

“Reafirmo a vocês o nosso compromisso de que estaremos do lado dos servidores nessa luta. Temos que ser unidos: conhecemos as dificuldades que estamos enfrentando. Não podemos deixar que o governo tire a gratificação de titularidade dos professores”, completou.

Finalmente, o encontro foi encerrado com manifestações de apoio de representantes do Sindtfesp, MST, Fetaeg, Fetrafe-GO e Sinaae-GO. A presidente da CUT goiana informou a todos que o manifesto foi lido no Plenário da Casa, durante a sessão ordinária desta quinta-feira.

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