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Pós-graduados no exterior

07 de Março de 2012 às 16:41
Assembleia debate situação de goianos com problema para reconhecimento de diploma expedido no exterior, nesta quinta-feira, 8.

Em Goiás, existem nada menos do que 2 mil estudantes e professores que fizeram mestrado ou cursos de pós-graduação no exterior, mas enfrentam dificuldades para reconhecimento do diploma, sobretudo expedidos por países do Mercosul, além de Portugal, Cuba e Espanha – em todo o Brasil, 9 mil pessoas podem estar sendo prejudicadas.

Visando corrigir essa anomalia, o deputado Valcenôr Braz (PTB) promove uma audiência pública na Assembleia Legislativa, confirmada para esta quinta-feira, 8, às 9 horas, para sensibilizar autoridades e o próprio Governo Federal.

O debate tem patrocínio da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Frederico Nascimento (PSD), que também se mostra interessado numa solução imediata para o problema.

O evento é aberto a estudantes e professores, além de interessados em fazer cursos no exterior, devendo contar com a participação do professor Luiz Vilhena do Nascimento, que presta assessoria para a Associação dos Pós-Graduados do Mercosul, com sede no Rio de Janeiro.

Segundo Valcenôr Braz, a saída pode ser a regulamentação da matéria por parte da Câmara dos Deputados, daí um debate estar programado para Brasília no dia seguinte, 9 de março. “A mobilização começa em Goiás, mas deve ganhar todo o País”, observa ele, lembrando que a situação precisa ser resolvida rapidamente, uma vez que 35 mil estudantes fazem cursos de especialização fora do País.

Luiz Vilhena do Nascimento, que fez seu curso em Assunção, no Paraguai, e tem diploma de mestre por uma instituição de Coimbra, em Portugal, afirma que, no Paraguai, o próprio governo brasileiro está sendo omisso diante da situação, uma vez que já existe um decreto assinado pelo ex-presidente Lula, que recebeu o número 800, ratificado pelo decreto 5.518, que garante a validade dos diplomas.

“Precisamos do apoio também do Ministério da Educação, para que todos esses títulos sejam reconhecidos”, acrescenta ele, enfatizando que a falha é gritante diante do incentivo do Governo para que os brasileiros aprimorem seus conhecimentos no exterior.

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