Períodos da ditadura militar são lembrados durante audiência
A presidente do Conselho Estadual da Mulher, Ana Rita de Castro, que na manhã desta quinta-feira, 15, participa de audiência pública em homenagem a mulheres anistiadas, destacou sua emoção em participar da solenidade. “Esse é um dia não só de homenagem, mas sim de resgate de parte importante da nossa história”, disse.
Ana Rita lembrou que a homenagem retoma um período truculento da história do País. De acordo com ela, este foi um momento em que iniciou-se uma luta contra crimes que continuam até hoje. “Só no Estado de Goiás temos atualmente mais de 35 desaparecidos após realização de abordagem policial”, informou.
A presidente do Sindsaúde, Fátima Veloso, que também compõe a mesa do encontro, ratificou a importância da homenagem. “As homenageadas são mulheres que merecem todo nosso respeito. São cidadãs que lutaram para não permitir que a violência fosse banalizada. E nós atualmente temos que continuar essa luta. A violência, principalmente contra a mulher, não pode continuar acontecendo das diversas maneiras como vemos que têm acontecido”, defendeu.
O presidente da Associação dos Anistiados de Goiás, Élio Cabral aproveitou a oportunidade para estender a homenagem à todas as mulheres, inclusive àquelas consideradas, muitas vezes, anônimas. “Em especial às mulheres negras e pobres que enfrentam uma ditadura econômica também sangrenta e conturbada. A luta continua e ela se faz na caminhada”, destacou Élio.
Para a representante do Fórum Goiano de Mulheres e do Grupo Feminista Autônomo Oficina da Mulher, Angelita Pereira de Lima, a homenagem é mais do que justa, é uma obrigação das autoridades. “É um direito das pessoas conhecerem essa história, e retomar todas essas questões é um avanço que representa coragem, liberdade, autonomia e poder”, finalizou.
A audiência acontece na manhã desta quinta-feira, 15, no Auditório Solon Amaral da Assembleia.