Presidente do CRE fala sobre o tema "A Dimensão do Cuidar"
A presidente do Conselho Regional de Enfermagem, Maria Salete Silva Pontieri Nascimento, abordou o tema “Dimensão do Cuidar” em seu discurso, na abertura da Campanha da Fraternidade 2012, na Assembleia Legislativa. Por iniciativa do deputado Humberto Aidar (PT), a Casa realizou nesta segunda-feira, 19, sessão especial para a apresentação do tema da Campanha: "Fraternidade e Saúde Pública”.
A presidente reforçou que em suas Campanhas da Fraternidade, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, sempre procurou abordar questões cristãs relacionadas à vida, mostrando a sintonia da igreja com as necessidades do mundo. Com isso, Maria Salete abordou a visão de saúde na cartilha da OMS:
“Antes, a Organização Mundial de Saúde definia a Saúde como bem estar físico, metal e espiritual, porém, atualmente, diz ser a realidade e condições de vida do povo, a harmonia entre sujeito e sociedade, a qualidade de vida, a moradia, a alimentação, a educação e a cidadania. É um direito garantido na Constituição Federal e obrigação do Estado”, apontou.
Além disso, Maria Salete afirmou que mesmo com todas as dificuldades de avanço, o Sistema Único de Saúde (SUS) é uma das maiores conquistas da população. E com isso, pediu o apoio de todos os parlamentares para que a regulamentação da Emenda 29, que fixa os gastos mínimos da União, dos Estados e Municípios com a Saúde Pública, faça ser válida.
Maria Salete reforçou também que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, houve no Brasil uma redução significativa da mortalidade infantil, uma melhora do acesso ao saneamento básico, além de apontar 2,5 mil pessoas diabéticas, 489 mil novos casos de Câncer, em 2010, e um aumento do numero da taxa de obesidade, consumo de álcool, drogas e da violência. “Isso mostra o quadro da saúde no Brasil, um país cheio de paradoxos, com muitos desafios a serem superados”, defendeu.
Por fim, a presidente do Conselho Regional de Enfermagem defendeu os interesses dos profissionais de sua classe, que buscam melhorias. De acordo com ela, Goiás esta com falta de pessoal e de equipamentos básicos, entre outras coisas, o que impede a realização do trabalho.
“De acordo com o Conselho Nacional de Enfermagem, existem apenas 1,5 milhões de enfermeiros - um déficit grande desses profissionais -, o que indica uma sobrecarga de trabalho e uma maior dificuldade de acesso da população aos serviços por eles prestados. É preciso haver uma maior qualificação e instrução desses profissionais, caso contrário, quem sai perdendo é o povo. A reforma sanitária é um processo civilizatório”, concluiu.