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Audiência em Anápolis

20 de Março de 2012 às 09:07
Iniciativa de José Vitti e Carlos Antonio, encontro na noite dessa segunda-feira debateu o Centro de Operação e Distribuição da Celg.

Por iniciativa dos deputados José Vitti (DEM), que é presidente da Comissão de Minas e Energia da Assembleia, e Carlos Antonio (PSC), membro da mesma Comissão, a Assembleia Legislativa promoveu, na noite dessa segunda-feira, 19, audiência pública para discutir a importância do Centro de Operação e Distribuição da Celg em Anápolis.

O evento foi motivado com o objetivo propor a defesa e permanência do centro de distribuição de energia no município. A mesa da sessão foi composta, além do deputado Carlos Antonio (PSC), que presidiu os trabalhos; pelos vereadores João Feitosa (PP); Domingos Paula (PTB); e Luiz Lacerda (PT); pelo diretor técnico da Celg, Humberto Eustáquio Tavares Correa; pelo representante do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico do município de Anápolis, Mozart Soares, Ilmar Lopes; e pelo diretor administrativo da Unievangélica, Lúcio Boggian.

A audiência contou ainda com a presença do coordenador técnico de cursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Ivan de Oliveira Barros; pelo comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar em Anápolis, tenente-coronel Paulo Inácio; pelo gerente do departamento Centro-Norte de Anápolis, Hugo Alberto Ramos França; e pelo representante do Sindicato dos Trabalhadores Urbanitários do Estado de Goiás (Stiueg), João Cesar.

Na abertura do evento, que teve lugar no Plenário Teotônio Vilela, da Câmara Municipal de Anápolis, Carlos Antonio informou que a audiência era uma oportunidade para que sejam colocados todos os motivos para que o Centro continue em funcionamento na cidade. “O que pretendemos aqui não é afrontar a direção da Celg nem tampouco ao Governo Estadual, mas apenas colocarmos de maneira clara uma demonstração da importância deste Centro para o município, e entender a posição da empresa que pretende transferi-lo para Goiânia.”

Durante o encontro foram levantados problemas sobre a questão e também apresentadas críticas quanto ao atendimento atualmente prestado. Empresários colocaram sua preocupação com a decisão da diretoria da Celg, ao mesmo tempo em que investimentos gigantescos estão previstos para o município nos próximos anos.

O diretor técnico da Celg, Humberto Eustáquio Tavares Correa, informou que desde que a atuação da empresa foi dividida em geração, distribuição e transmissão, várias medidas vêm sendo tomadas no sentido de otimizar e melhorar o funcionamento. “A mudança do Centro para Goiânia em nada altera a prestação do serviço consumidor, pois o que irá ocorrer será apenas a centralização do atendimento”, disse.

Sobre a retirada do plantão do município, o diretor explicou que Anápolis não está perdendo as equipes de atendimento. “As alterações são na verdade um processo de evolução tecnológica que se fazem necessárias para que possamos melhorar o serviço. Em todo País, essa é a tendência, e no nosso caso, com as alterações previstas, as ocorrências serão mapeadas e rapidamente repassadas de maneira competente à área responsável para a solução do problema.”

Os participantes do encontro, dentre eles empresários e políticos locais, disseram não acreditar que, retirando o plantão do município, resultará em melhorias, e principalmente por conter em seu território o Daia, Anápolis não pode ser vista com olhares provincianos.

Carlos Antônio lembrou que Anápolis precisa estar preparada para o crescimento que a cidade está vivenciando e empresas como a Celg precisam estar em coerência com a demanda que Anápolis exige. “Não acredito que essa transferência irá gerar benefício em nenhuma das hipóteses e alerto que não vale a pena correr o risco de promover estas mudanças.”

Ao final do encontro Humberto Eustáquio defendeu novamente que, do ponto de vista técnico, as mudanças além de benéficas ao consumidor, fazem parte de recomendações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Em todo País, essa é a tendência. O atendimento está sendo centralizado em todos os setores de todas as empresas”, explicou.

O diretor técnico da Celg reafirmou a certeza de que o que está sendo feito é o melhor para a empresa e para os consumidores. “Temos trabalhado com a melhor das intenções para a sanidade das finanças da empresa e a melhoria do serviço para o consumidor”, finalizou.

O encerramento das atividades do Centro de Operação e Distribuição da Celg em Anápolis está prevista para o mês de abril.

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