Para especialista, mal uso das redes sociais pode comprometer campanha eleitoral
Segundo o especialista em docência superior e marketing político, Jorge Lima, o mal uso das redes sociais, como o Twitter e o Facebook, pode atrapalhar uma campanha eleitoral que faça uso das mesmas. O chefe da Seção de Administração de Dados da Assembleia Legislativa ministrou palestra com o tema “Como Utilizar as Mídias Sociais nas Eleições Municipais”, que faz parte da programação do 4º Fórum da Mulher Parlamentar do Estado de Goiás. O evento de iniciativa da Casa foi realizado na tarde desta quarta-feira, 21, no Auditório Costa Lima, e reuniu prefeitas, vereadoras e pré-candidatas às eleições municipais, em 2012.
Jorge Lima explicou que, ao contrário da utilização dessas ferramentas em si, a exploração das redes sociais não pode ser intuitiva, sendo necessário um planejamento, dentro do marketing eleitoral, que garanta a forma mais produtiva e correta de se lançar mão dessas redes no período eleitoral. “Descobrimos os recursos dentro do Facebook e do Twitter de forma intuitiva, contudo, promover candidatos ou divulgar campanhas nessas redes sociais deve ser feito de forma muito bem pensada”, comentou.
Conforme colocou o especialista, a candidata que abre um perfil no Twitter ou no Facebook precisa estar ciente da necessidade de dar atenção e feedback constantes aos seus seguidores, o que pode ser feito por ela mesma ou por seus assessores. É preciso também municiar os eleitores que querem militar na campanha de informações corretas sobre suas ideias e propostas de governo, ou de atuação legislativa, conferindo, desta forma, padronização e coerência nos discursos. Ele sugeriu a formação de grupos e listas fechadas, dentro dessas mídias, para que haja a discussão das estratégias e troca de informação entre todos os envolvidos com a campanha eleitoral.
“Procurem usar o Twitter e o Facebook para construir relações, discutir os problemas de sua comunidade e seus desejos coletivos a fim de apresentar propostas, e não para dirigir críticas pessoais e fomentar intrigas. O eleitor da era digital tem a memória ampliada, pois acessa tudo o que você compartilha nas redes sociais. Portanto, não é permitido errar”, disse Jorge Lima.
Ele lembrou que, antes de começar o período eleitoral, os aspirantes a cargos públicos devem ter cuidado para não ferir a legislação eleitoral, correndo o risco de multa por propaganda antecipada, caso se aproveitem das redes sociais virtuais para fins eleitoreiros.