Mulheres no Poder
Aconteceu durante a tarde desta quarta-feira, 21, o 4º Fórum da Mulher Parlamentar. O evento foi realizo no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa. O evento foi de iniciativa das Diretorias Geral e de Recursos Humanos, em parceria com a Escola do Legislativo da Casa.
O público-alvo do Fórum foram prefeitas, vereadoras e pré-candidatas às eleições municipais em 2012. Ao todo, cerca de 200 mulheres se inscreveram para o evento, representando dezenas de municípios do Estado de Goiás.
Após a abertura, as participantes ouviram a execução do Hino Nacional e a apresentação do Coral Vozes do Legislativo. O diretor-geral da Assembleia, Milton Campos, que representou o presidente Jardel Sebba (PSDB) no evento, abriu os trabalhos fazendo uso da palavra para dar boas-vindas ao público presente no Auditório Costa Lima.
“É uma felicidade para a Assembleia, com o respaldo do presidente Jardel Sebba, realizar este Fórum. Esta é mais uma promoção da Casa, que mostra a preocupação do Legislativo com as mulheres, particularmente aquelas envolvidas na política do Estado”, afirmou a diretora de Recursos Humanos da Assembleia, Jacqueline Nasiazene Lima, integrante da equipe de coordenação do evento.
Segundo ela, o objetivo da iniciativa é criar oportunidades para que as candidatas tomem conhecimento das regras, das condutas e das leis que regem a realização das eleições municipais, como forma de motivá-las a ingressar nas decisões políticas dos municípios do Estado de Goiás.
“O Fórum irá orientar as candidatas a reeleição e pré-candidatas que precisam de orientação sobre as regras do que pode e do que não pode fazer, além de como proceder em relação à lei durante a campanha eleitoral”, ressaltou.
A primeira palestra começou às 14h30, conduzida pelo chefe da Seção de Administração de Dados da Assembleia, Jorge Lima, que falará sobre como utilizar as mídias sociais (Facebook e Twitter) nas eleições municipais. Jorge é bacharel em Filosofia e Relações Públicas, especialista em docência superior e marketing político, com ênfase em redes sociais.
Em seguida, as participantes passaram a esclarecer dúvidas sobre o histórico da participação feminina na política, convenções eleitorais, regra da participação de 30% e 70% para cada sexo, registro de candidaturas, propaganda eleitoral, como também sobre prestação de contas da campanha.
O palestrante é o bacharel em Direito e especialista em Direito Internacional e Eleitoral, Leonardo Hernandez. Ele também já foi diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), de maio de 2011 a março de 2012; assessor-chefe da vice-presidência e corregedoria regional do TRE, nas últimas eleições; e assessor jurídico de diversas eleições gerais e municipais.
O especialista em docência superior e marketing político, Jorge Lima, falou sobre o mal uso das redes sociais, como o Twitter e o Facebook, e os efeitos negativos que pode ter na campanha eleitoral que faça uso das mesmas. O chefe da Seção de Administração de Dados da Assembleia Legislativa ministrou palestra com o tema “Como Utilizar as Mídias Sociais nas Eleições Municipais”.
Jorge Lima explicou que, ao contrário da utilização dessas ferramentas em si, a exploração das redes sociais não pode ser intuitiva, sendo necessário um planejamento, dentro do marketing eleitoral, que garanta a forma mais produtiva e correta de se lançar mão dessas redes no período eleitoral. “Descobrimos os recursos dentro do Facebook e do Twitter de forma intuitiva, contudo, promover candidatos ou divulgar campanhas nessas redes sociais deve ser feito de forma muito bem pensada”, comentou.
Conforme colocou o especialista, a candidata que abre um perfil no Twitter ou no Facebook precisa estar ciente da necessidade de dar atenção e feedback constantes aos seus seguidores, o que pode ser feito por ele mesmo ou por seus assessores. É preciso também municiar os eleitores que querem militar na campanha de informações corretas sobre suas ideias e propostas de governo, ou de atuação legislativa, conferindo, desta forma, padronização e coerência nos discursos. Ele sugeriu a formação de grupos e listas fechadas, dentro dessas mídias, para que haja a discussão das estratégias e troca de informação entre todos os envolvidos com a campanha eleitoral.
“Procurem usar o Twitter e o Facebook para construir relações e discutir os problemas de sua comunidade e seus desejos coletivos a fim de apresentar propostas, e não para dirigir críticas pessoais e fomentar intrigas. O eleitor da era digital tem a memória ampliada, pois acessa tudo o que você compartilha nas redes sociais. Portanto, não é permitido errar”, disse Jorge Lima.
Ele lembrou que, antes de começar o período eleitoral, os aspirantes a cargos públicos devem ter cuidado para não ferir a legislação eleitoral, correndo o risco de multa por propaganda antecipada, caso se aproveitem das redes sociais virtuais para fins eleitoreiros.