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Para Mauro Rubem, saúde não pode ser tratada como mercadoria

22 de Março de 2012 às 09:39

Durante audiência pública na manhã desta quinta-feira, 22, em defesa da jornada de trabalho máxima de 30 horas para os profissionais de Enfermagem, o autor da iniciativa e presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembleia, deputado Mauro Rubem ressaltou a necessidade de fortalecer a luta da categoria.

“Temos como objetivo ao defender a jornada máxima de 30 horas, a preservação da vida. Quanto mais os trabalhadores são explorados maior é o risco de um atendimento inadequado. A partir de agora teremos uma sequência de ações para mostrar para o poder público e a sociedade de uma forma geral, que a Saúde não pode ser tratada como mercadoria”, disse o parlamentar.

Mauro Rubem informou que os enfermeiros representam mais de 60% dos trabalhadores da Saúde, e desse quadro, aproximadamente 70% é formado por mulheres. “Estudos mostram que se houvesse distribuição de riqueza, a jornada de todos os trabalhadores seria de no máximo de 12 horas por semana. O povo brasileiro é submetido a várias horas de trabalho, e no caso da Saúde, a situação ainda é mais dramática.”

Ainda, segundo o deputado, a Saúde não pode ser privatizada. “Viemos de uma geração com predomínio da iniciativa privada, o que acarreta atendimento de baixa qualidade e uma exploração da mão de obra. O futuro de vocês não pode ser o nosso passado. Mas, tenho esperança que vamos sair vitoriosos, primeiro porque o povo brasileiro tem direito à saúde, e segundo porque precisamos, enquanto trabalhadores, lutar para que a qualidade de vida seja o melhor possível.”

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