Luiz Carlos do Carmo anuncia debate sobre cartões de créditos
“A Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor vai realizar uma grande movimentação na Assembleia Legislativa, inclusive com audiência pública, ainda neste mês de abril, para debater o uso do cartão de crédito”. A afirmação é do deputado Luiz Carlos do Carmo (PMDB), presidente da referida Comissão, que adiantou que já está agendando uma data favorável para a realização de uma audiência pública, ou seja, uma grande reunião com o maior número possível de entidades que atuam na área.
Luiz Carlos do Carmo alerta para o fato de que os cartões de créditos estão deixando famílias endividadas de maneira exagerada. “O certo é que os cartões de crédito estão acabando com o consumidor, por isso queremos reunir, na Assembleia Legislativa, especialistas no assunto para prestar esclarecimentos e, ao mesmo tempo, conscientizar o consumidor no sentido de fazer o melhor uso possível do seu cartão de crédito”, salientou o presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor.
Agendamento
O deputado Luiz Carlos do Carmo comemorou a aprovação, no Senado, do Projeto de Lei que determina a fixação de data e turno para entrega de bens ou prestação de serviços contratados.
De acordo com a proposta, aprovada na Comissão de Defesa do Consumidor, os fornecedores ficarão obrigados a fornecer a opção de dia e turno (manhã, de 7h às 12h; tarde, das 12h às 18h; e noite, das 18h às 23h) para a entrega de bens ou serviços. Ao consumidor caberá escolher entre as opções oferecidas.
“Acredito que essa medida deve evitar o desconforto da longa espera pelos produtos adquiridos. O consumidor brasileiro se encontra, com as regras atuais, refém das empresas no momento de receber os produtos e serviços que lhe foram ofertados”, ressaltou Luiz Carlos do Carmo, que está acompanhando com interesse a tramitação desse projeto no Congresso Nacional.
Pela proposta, caso o fornecedor não entregue o bem ou serviço no dia e no turno definidos, incorrerá nas sanções do Código de Defesa do Consumidor, que incluem: multa, suspensão temporária da atividade do estabelecimento e cassação da licença para funcionamento da empresa.
O projeto, que tramita de forma conclusiva, será analisado ainda pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.