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Representantes de entidades se posicionam sobre as OSS

09 de Abril de 2012 às 11:01

Acontece audiência pública na manhã desta segunda-feira, 8, no Auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde do Estado de Goiás (SindSaúde), Eurípedes Moreira da Silva, representando a presidente, Maria de Fátima Veloso, defendeu a manutenção dos serviços de saúde na Administração Pública.

“Por que usar das OSS (Organizações Sociais de Saúde) por causa de sua autonomia, ao invés de dar esta mesma autonomia para os gestores públicos? Isto é voltar ao Estado mínimo, que não dá o respaldo necessário para o cidadão”, afirmou.

A representante do Comitê Estadual contra as privatizações, Alzira Rodrigues Canuto, apresentou a mesma opinião. “Temos a certeza de que a existência de OSS na área da Saúde é um erro. Hoje,  muitos Estados que terceirizaram os seus serviços estão voltando atrás neste processo, devido a indícios de irregularidades”.

Ela ainda sugeriu a realização de audiências públicas em todos os hospitais que podem ter sua administração transferida para OSS.

A presidente do Conselho Regional do Serviço Social, Julia Rios, contou que o Conselho também participa do Comitê Estadual e da Frente Nacional contra as privatizações. Para ela, a questão das OSS representa o desmonte do SUS. “Através da OSS o dinheiro público será entregue ao setor privado, que visa o lucro”, contou.  

Já a presidente do Conselho Regional de Enfermagem, Maria Salete Silva Monteiro da Cruz, afirmou que os problemas na Saúde são antigos, sendo que seus gargalos são conhecidos há muito tempo. “Para mim, a solução para estes problemas por meio das OSS é contraditória, pois significa que o Estado não tem competência para tal”.

Segundo a presidente, no início, esta solução pode parecer satisfatória, tendo em vista que a população deseja apenas ser bem atendida, sem se importar com a forma. “Mas temos que nos perguntar se não há outra forma de prestar este atendimento. Também temos que saber como serão gastos e controlados o recurso público. E isto ainda não foi adequadamente respondido”, ressaltou.

“Olhando a realidade do Estado e de outras entidades da federação, não acredito que esta seja a solução ideal”, finalizou. 

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