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Aberta audiência pública que discute situação da UEG

17 de Abril de 2012 às 15:03

O deputado Francisco Gedda (PTN) acaba de abrir a audiência pública da tarde desta terça-feira, 17, que discute a atual situação da Universidade Estadual de Goiás (UEG). A reunião acontece no Auditório Costa Lima, e é uma iniciativa do parlamentar.

Compõem a mesa, ao lado de Gedda: o deputado Karlos Cabral (PT); o secretário da Prefeitura, vereador Juarez Lopes, representante da Prefeitura de Goiânia; o representante dos estudantes, Edergênio Vieira; o professor Francisco Severo, representando os docentes da UEG; e a professora Ana Mônica, também da UEG.

Francisco Gedda abriu a reunão explicando que a UEG marcou uma reunião com professores e diretores no mesmo horário da audiência, “justamente para que a audiência não pudesse alcançar o objetivo que nós queríamos. Mas, de qualquer jeito, vamos realizar a audiência”, disse.

”Esta é uma reunião extremamente técnica. Não estamos confrontando o Governo. Para minha tristeza, fui informado que o Governo convocou uma reunião da UEG, em Anápolis, para esvaziar a audiência”, lamentou.

Gedda defendeu o sistema de eleições tradicionais da universidade estadual, e atacou o projeto de lei nº 669/2012, da Governadoria do Estado, que altera a Lei de Diretrizes e Bases do Sistema Educacional do Estado de Goiás. A matéria, que tramita na Casa, cria a chamada “lista tríplice”.

Contestado por professores e estudantes da universidade estadual goiana, o novo modelo substitui a tradicional escolha do reitor através da adoção de um procedimento, no qual três nomes são escolhidos por votação na instituição, para, em seguida, serem submetidos ao Governador.

Para Gedda, a adoção do novo modelo representa um retrocesso. “Não existe uma forma mais democrática de eleição do que a que já existe na UEG. Sempre parabenizei o Governador pela criação da universidade. Contudo, ele deve deixar que a instituição caminhe pelas suas próprias pernas. Não podemos permitir que a política destrua a universidade”, disse o líder do PTN.

Gedda criticou o procedimento geral do Plenário da Casa, que, segundo ele, procura aprovar todos os projetos encaminhados pela Governadoria. “O Governo fala o que quer, e acabou”, disse.

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