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São João d’Aliança

20 de Abril de 2012 às 12:40
Autoridades ligadas à segurança pública discutiram problemas e apontaram soluções em audiência realizada na noite desta quinta-feira, 19.

Situado no nordeste goiano, com pouco mais de 10 mil habitantes o município de São João d’Aliança foi palco para realização de audiência pública na noite nesta quinta-feira 19, onde foi discutida a segurança pública na região. A iniciativa partiu da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Mauro Rubem (PT).

Além do parlamentar, compuseram a mesa o presidente da Câmara Municipal da cidade, vereador Moisés Fernandes; delegada Silvana Helena Vieira, representando a Polícia Federal; o comandante da 14ª Companhia da Polícia Militar de Alto Paraíso, major Adriano César; o representante da 14ª Regional Militar, sargento Antônio de Freitas Pereira Júnior; o promotor de Justiça Juliomar Alexandrino; o delegado da Polícia Federal, Rodrigo Carneiro.

Também participaram o presidente do Conselho Municipal de Segurança Pública, Verediano Fernandes; o representante do 17º Cmando Regional, tenente-coronel Santos, na ocasião representando o comandante-geral da Polícia Militar de Goiás coronel Edson Araújo; representando o secretário estadual de Segurança Pública, o gerente de integração polícia-comunidade, capitão Cláudio Costa Leão; e os vereadores Costa Neto e Joaquim Teles.

Todos os presentes demonstraram grande satisfação pelas presenças das autoridades do setor, na audiência. Mauro Rubem destacou o objetivo da iniciativa, que é de estabelecer um modelo de segurança pública local. 

“Queremos garantir a paz, a segurança pública e o direito de ir e vir. Vale destacar que é impossível imaginar a garantia de direitos sem a presença do Ministério Público, que é o grande advogado do povo”, pontuou.

O petista destacou pontos a serem trabalhados na região como: o policiamento comunitário, o aumento de policiais efetivos para a região, a integração das polícias, a ampliação das delegacias na região nordeste de Goiás, além da aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente.

São João d’Aliança enfrenta uma realidade de não possuir uma delegacia de polícia, e quando acontece uma ocorrência, os agentes têm que se deslocar para a delegacia mais próxima, que fica em Alto Paraíso, há 70 km do município.

“Precisamos cumprir o que foi discutido na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, que é fortalecer, aproximar e estabelecer a integração das polícias, além da participação da sociedade”, defendeu Mauro Rubem.

Além disso, outro problema identificado na audiência foi quanto às ameaças que o vereador Joaquim Teles vêm sofrendo, por sua atuação combativa na região. Sobre o fato, Mauro Rubem destacou que a administração local precisa ajudar a diminuir as tensões que criam ambientes de violência.

“Esse momento de tensão e ameaças que são tentativas de intimidar o vereador, não podem fazer com que tenhamos um ato de displicência. Precisamos acionar o Estado democrático de direito. Vale reforçar que as ameaças não vão adiante e nem influenciar no papel fundamental de um vereador, que é fiscalizar, criticar e acompanhar as decisões municipais”, considera.

O promotor de Justiça, Juliomar Alexandrino, diss que o Ministério Público já tem atuado para a concretização da integração das polícias, e apontou que a principal dificuldade que precisa ser solucionada é a questão da estrutura Policial Civil.

“O Estado carece muito de agentes da Polícia Civil e delegados. Essa é a grande dificuldade. São João d’Aliança precisa virar comarca e ter sua própria delegacia”, afirmou o promotor.

O sargento Antônio de Freitas Pereira Júnior explicou que, dentro de suas limitações, a Polícia Militar local tem feito o que está ao seu alcance para atender às expectativas da sociedade, embora a ausência da Polícia Civil traga muitos transtornos, além de dificultar o trabalho.

Segundo ele, quando acontece alguma ocorrência, a Polícia Militar tem que se deslocar até o município de Alto Paraíso, onde existe uma delegacia, o que deixa São João d’Aliança desfalcado de segurança no momento do deslocamento da polícia para atendimento à ocorrência.

A superintendente da Polícia Federal do Distrito Federal, Silvana Helena, cuja jurisdição engloba vários municípios goianos, inclusive São João d’Aliança, afirmou ter conhecimento do quanto é árduo e importante o trabalho das polícias. Silvana explicou que a Superintendência tem uma área muito específica de atuação. Apesar disso, ela e sua equipe têm buscado melhorar a atuação e estar mais presente nos municípios, inclusive atuando no combate ao tráfico de entorpecentes.

 expectativa do vereador Joaquim Teles (PT), com a audiência, é de chamar a atenção do Estado e autoridades competentes para o Nordeste goiano quanto às questões apresentadas.

Após explanações dos componentes da mesa, foi aberto espaço para ouvir a comunidade local. A reunião, que aconteceu no Auditório José Firmo Dias da Câmara Municipal de São João d’Aliança, teve início às 19 horas e se estendeu até as 22 horas.

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