Representante da Secretaria Municipal de Saúde diz não a qualquer tipo de manicômio
Durante a audiência pública que acontece na manhã desta quarta-feira, 16, no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa sobre saúde mental, a coordenadora da Divisão de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, Heloisa Helena Massanaro, defendeu o tema do encontro “SUStentar a diferença: saúde não se vende, gente não se prende".
“Infelizmente, as ideias manicomiais ainda estão presentes na nossa sociedade. Ao invés dessas pessoas serem acolhidas, são enviadas para as comunidades terapêuticas. Precisamos ser firmes nessa posição e entender que cidadania é para todos. Além disso, a saúde não pode ser vendida, é um direito da população e um dever do Estado”, disse Heloisa.
No que se refere ao passe-livre, a coordenadora reforçou que é preciso recuperar tal benefício. “É possível o tratamento em liberdade e esse é um direito garantido que só vai se concretizar se a gente puder circular na sociedade, mas como será possível sem o passe-livre?”, questionou.
Na oportunidade, o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa, deputado Mauro Rubem (PT) criticou a atuação do Sindicato das Empresas de Transporte (Setransp).
“O Setransp é uma anomalia, uma aberração, uma violação dos direitos humanos e das mais simples relações comerciais. Ele impende o funcionamento adequado do transporte em Goiânia e sua Região Metropolitana e, ainda, oferece um serviço de baixa qualidade e caro”, destacou o parlamentar.