Relações do grupo de Cachoeira com o Governo voltam a mobilizar debate na sessão
O deputado Tulio Isac (PSDB) voltou a contrapor, durante o Grande Expediente, as críticas da bancada de oposição, que afirma sobre a necessidade de se aprofundar as investigações sobre a influência do grupo do empresário Carlos Cachoeira com o Governo Estadual. De acordo com o tucano, os deputados do PT não deveriam fazer ilações contra o governador Marconi Perillo por causa de escândalos políticos como o mensalão.
"O deputado Mauro Rubem, que sempre critica o Governo, deveria voltar os olhos para os desmandos de seu próprio partido. Antes dessa história de Cachoeira, já havia escândalos no Governo Federal. O próprio contraventor havia dado propina a Waldomiro Diniz, que resultou no mensalão. Enquanto utilizar essa estrela do PT, o deputado não pode criticar o Governo; o PT tem José Dirceu, tem Delúbio Soares", afirmou o tucano.
Da tribuna, o deputado Mauro Rubem (PT) havia afirmado que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) precisa esclarecer como funciona a quadrilha de operadores do jogo ilegal em Goiás. De acordo com ele, o empresário Carlos Cachoeira parece ter vínculos com o Palácio das Esmeraldas há tempos, vez que o objeto de investigação da CPI começa a partir de 1995.
"É preciso investigar a capacidade de intervenção dessa quadrilha, inclusive como conseguiu o apoio de um senador da República. Vemos uma relação intensa, próxima, quase diária entre o contraventor e o senador. Demóstenes Torres parece estar associado à contravenção pelos índicios até agora apresentados. Há fortes indicativos de influências desse grupo no Governo de Goiás", afirmou o petista.