Francisco Gedda fala, na TV, sobre projetos que beneficiam policiais e professores
O programa Entrevista, da TV Assembleia, gravado na manhã desta quinta-feira, 31, teve a participação do deputado Francisco Gedda (PTN), para falar sobre dois projetos de lei de sua autoria, que tramitam na Casa. Esta edição do programa vai ao ar às 19 horas desta quinta-feira, 31, no canal 8 da Net e pelo site.
Uma das propostas dispõe sobre tornar obrigatória a contratação de psicólogos e médicos psiquiatras para a Polícia Militar (PM). Gedda explica que, quando o policial sente que está em dificuldade e precisa procurar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra, fica constrangido em tomar tal decisão pelo fato de os profissionais serem colegas do mesmo quadro de policiais.
O parlamentar acredita que tal fato gera constrangimento devido à hierarquia existente na PM. “Se fosse feita a contratação de profissionais particulares, não vinculados à PM, não haveria hierarquia e isso os deixaria mais à vontade para serem atendidos pelo psicólogo.”
O deputado destaca a importância do projeto que beneficia a classe com o atendimento psicológico. “Quando o PM não está no controle de suas emoções, falta equilíbrio, o que pode refletir em ações negativas”, considera.
Francisco Gedda relatou ainda o apoio satisfatório que teve do deputado Major Araújo (PTB), no ato da apresentação do projeto. De acordo com Gedda, Major Araújo o parabenizou em relação à proposta, porque acredita que vai melhorar a qualidade de vida e trabalho dos PMs, considerando que ele também faz parte do quadro.
Síndrome de Burnout
Outro projeto em tramitação na Assembleia, também tem por objetivo a contratação de psicólogos para atender professores da rede de ensino estadual que sofrem com a Síndrome de Burnout - termo psicológico que descreve o estado de exaustão prolongada e diminuição de interesse, especialmente em relação ao trabalho.
“O aluno que tem um professor atencioso, motivado, tem maior aproveitamento, rendimento da aula. Temos que ter um cuidado especial com os professores, pois eles são os formadores do futuro do País”, considera.
Saiba mais sobre a Burnout
A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das consequências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos. Essa síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda - como a de médicos, enfermeiros, professores.
A Síndrome de Burnout, no caso dos professores, é conhecida como uma exaustão física e emocional, que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de lecionar gradualmente diminui. Sintomaticamente, a Burnout geralmente se reconhece pela ausência de alguns fatores motivacionais: energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, ideias, concentração, autoconfiança e humor.
Estas são, em ordem decrescente, as causas de estresse em professores: políticas inadequadas da escola para casos de indisciplina, atitude e comportamento dos administradores, avaliação dos administradores/supervisores, atitude e comportamento de outros professores/profissionais, carga de trabalho excessiva, oportunidades de carreira pouco interessantes, baixo status da profissão de professor, falta de reconhecimento por uma boa aula/por estar ensinado bem, alunos barulhentos, lidar com os pais.