Professor da UFG aponta males ocasionados pelo excesso de trabalho
Compondo a mesa da audiência pública da tarde desta terça-feira, 5, que discute a limitação da jornada de trabalho de policiais militares e bombeiros, o professor Rivalino Antônio de Freitas, da Universidade Federal de Goiás (UFG), falou sobre diversos problemas ocasionados pelo excesso de trabalho.
Ele inclui no rol de males causados pela jornada excessiva: as doenças cardiovasculares, o uso de potencializadores químicos para suportar a carga de trabalho, e o estresse.
“Isso tem acontecido em todos os ramos da atividade humana. A intensidade da jornada de trabalho, em determinados setores, está cada vez maior. Temos que discutir, primeiro, a duração dessa jornada”, afirmou.
“O grande problema de hoje consiste em como pensar o trabalho: vivemos em uma sociedade que não valoriza o trabalho, mas que, ao mesmo tempo, exige cada vez mais trabalho. Por conta disso, temos que ter uma atitude em relação ao trabalho que passa por sua desaceleração: isso não passa apenas pela redução de sua duração, mas também de sua intensidade”, completou.
O especialista disse ainda que tem observado que bombeiros e policiais costumam acumular diversas funções, o que estaria ocasionando uma verdadeira epidemia de estresse entre os profissionais da Segurança Pública.
“Em primeiro lugar, devemos desacelerar nossas vidas, reservar tempo para a família; em segundo, devemos perceber que o trabalho é importante, mas não é tudo na vida. Para ter mais tempo fora do trabalho, é importante, portanto, que haja uma redução da jornada”, finalizou.