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Promotor de Justiça propõe elaboração de projeto que limita jornada de militares

05 de Junho de 2012 às 16:22

Durante a audiência pública desta tarde, que discute a limitação da jornada de trabalho de policiais militares e bombeiros, o promotor de Justiça do Trabalhador do Ministério Público do Estado de Goiás, Vilanir Camapum Júnior, falou sobre as ações desenvolvidas por aquela instituição para a promoção da segurança e da saúde do trabalho, especialmente no setor público.

“Temos que colocar à frente a questão de nossa saúde e de nossa família, na hora de analisar como deverá ser a nossa vida: na hora de pesar tudo isso, não podemos deixar que apenas o trabalho e a remuneração conduzam nossas vidas”, iniciou.

Segundo informou Vilanir, a promotoria do Ministério Público vem promovendo ações na área da Saúde e de Segurança Pública, voltadas para o setor público desde 2003. ”A partir daquele ano, foram criados, por meio de decretos municipais e governamentais, políticas de saúde e segurança ocupacional para os servidores goianos”, explicou o promotor, que citou como exemplo a criação do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt), equipe de profissionais da saúde responsável pela proteção da integridade física dos trabalhadores.

O promotor também falou sobre a criação do CSIPM, Centro de Saúde Integral do Policial Militar (CSIPM), órgão especializado, voltado à manutenção da saúde dos policiais.

Projeto de lei

Ao abordar o tema da jornada excessiva, Vilanir afirmou que os sindicatos da área de Segurança Pública deveriam ampliar a pauta de reivindicações, hoje restrita à luta por melhores salários, para o campo da saúde dos policiais “A preocupação com o pagamento de adicionais costuma ser muito maior do que com a qualidade do ambiente de trabalho”, avaliou.

Finalmente, o promotor aventou a possibilidade da criação de um projeto de lei, com base nas conclusões da audiência pública realizada na tarde de hoje, no Auditório Costa Lima da Casa. “Este deverá ser um texto de lei factível, que possa ser, de fato, implementado”, ressaltou.

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