CPI da Assembleia abre a fase de depoimentos com delegado da Polícia Civil
A CPI, que investiga possível envolvimento de autoridades e políticos goianos com a contravenção e o crime organizado, inicia na manhã desta terça-feira, 19, a fase de coleta de depoimentos.
O primeiro a comparecer à reunião, que acontece no Auditório Solon Amara, é o delegado de Polícia Civil, José Luis Martins, que integra uma lista de 19 pessoas que serão intimadas a depor, entre servidores do Estado, policiais e ex-secretários de Governo.
O depoente era titular do 1° DP de Àguas Lindas, quando foi acusado de envolvimento com a organização de Carlos Augusto Ramos, o Carlos Cachoeira. A Comissão tammbém tem como alvo a atuação das empresas Delta e Gerplan no Estado
Os trabalhos da Comissão ganham nova dinâmica a partir de agora, com o recebimento de uma série de documentos solicitados aos Tribunais de Contas do Estado (TCE) e dos Municípios (TCM) e à Junta Comercial do Estado (Juceg).
“Estamos trabalhando a todo vapor, tanto os deputados-membros da CPI, quanto as equipes de auxílio, do TCE e do TCM. Com os documentos recebidos, começaremos imediatamente a cruzar os dados sobre os contratos entre o Governo Estadual e prefeituras goianas com as empresas Delta e Gerplan”, explicou o presidente da CPI, deputado Helio de Sousa (DEM).
Ao TCM, foram pedidos os contratos formalizados entre a empresa Delta Construções S/A e as Prefeituras de Anápolis, Aparecida de Goiânia, Catalão, Caldas Novas, Piracanjuba e Goiânia. Com relação a Goiânia, foi requerida ainda a disponibilização dos referidos contratos, acompanhados dos documentos que ensejaram a interrupção de sua execução.
A Junta Comercial passou papéis com informações sobre diversas empresas com a denominação Delta, que atuam em Goiás e mantêm contratos com prefeituras goianas. O TCE disponibilizou contratos do Governo do Estado com a empresa Gerplan.
Prorrogação
Helio de Sousa admite a necessidade de prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias ou até 90 dias. “É bem possível que a investigação só termine após a eleição de outubro”, enfatiza ele.
Segundo o parlamentar, os primeiros 30 dias foram dedicados às questões burocráticas e também à solicitação de servidores e documentos perante os Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios.
“Ainda estamos aguardando documentos da CPMI instalada no Congresso e, com base na evolução dos trabalhos, é que vamos decidir os próximos passos, mas não está descartada a possibilidade de prorrogar a investigação por mais 60 dias ou até 90 dias.” A CPI já realizou cinco sessões de trabalho desde que foi instalada, no dia 10 de maio.