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CPI da Assembleia colhe quatro depoimentos na reunião desta terça-feira

25 de Junho de 2012 às 10:50
Crédito: Marcos Kennedy
CPI da Assembleia colhe quatro depoimentos na reunião desta terça-feira
Depoimento do delegado José Luiz Martins
A CPI da Assembleia realiza em sua sétima reunião, nesta terça-feira, 26, a tomada de depoimento de quatro pessoas: o ex-vereador Wladmir Garcez, o major da Polícia Militar, Uziel Nunes, o empresário Walter Paulo, e o coronel da PM, Júlio César Mota. Na reunião, também será votado requerimento para convocação do ex-diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot.

A CPI da Assembleia realiza em sua sétima reunião, nesta terça-feira, 26, a tomada de depoimento de quatro pessoas: o ex-vereador Wladimir Garcez; o major da Polícia Militar (PM), Uziel Nunes; o empresário Walter Paulo Santiago; e o coronel da PM, Júlio César Mota.

Na reunião, também serão votados requerimentos para que sejam convocados o ex-diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, e o ex-superintendente do Dnit em
Goiás e no Distrito Federal, Alfredo Soubihe Neto.

A CPI investiga possível envolvimento de autoridades e políticos goianos com a contravenção e o crime organizado, e, ainda, a atuação das empresas Delta e Gerplan no Estado.

O requerimento para que sejam convocados Luiz Antônio Pagot e Alfredo
Soubihe Neto foi apresentado pelos deputados Talles Barreto (PTB) e Tulio Isac
(PSDB), na reunião de terça-feira, 19. Nessa reunião, foi iniciada a fase de coleta de depoimentos, em que se ouviu o delegado de Polícia Civil, José Luiz Martins, que integra uma lista de 19 pessoas que serão intimadas a depor, entre servidores do Estado, policiais e ex-secretários de Governo.

O depoente era titular do 1° DP de Águas Lindas, e está sendo investigado pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, que apura esquema de contravenção comandado por Carlos Augusto Ramos, o Carlos Cachoeira.

O presidente da CPI, deputado Helio de Sousa (DEM), informou que a Comissão recebeu HD com cópia do Inquérito Policial da Operação Monte Carlo, efetuada pela Polícia Federal. O documento, de caráter sigiloso, se encontra disponibilizado na sala da CPI, para consulta exclusiva de deputados e procuradores da Assembleia.

O deputado Mauro Rubem (PT), vice-presidente da CPI, apresentou requerimento pelo qual solicita ao presidente da CPI que o acesso ao processo do inquérito da Operação Monte Carlo, encaminhado pela Justiça Federal, seja ampliado e não fique restrito à leitura nas telas dos computadores instalados na sala de reuniões da Comissão.

Logo após a apresentação de requerimentos, o presidente colocou em
apreciação dos membros a apresentação dos documentos que foram solicitados pela CPI a prefeituras e órgãos públicos. Foram recebidos documentos provenientes da Segplan, com os dossiês dos ex-servidores do Estado, Eliane Pinheiro e Edvaldo Cardoso; da Prefeitura de Anápolis, com cópias de processos; e da Casa Civil do Governo do Estado, prestando informações sobre origem de decretos de interesse da CPI.


Depoimento


O deputado Helio de Sousa explicou que o delegado José Luiz Martins foi
convidado na condição de testemunha, porque podia prestar esclarecimentos sobre o inquérito instalado pelo Ministério Público para investigar possíveis
vínculos de policiais e delegados com o esquema de exploração de jogos ilegais
comandado pelo empresário Carlos Cachoeira.

José Luiz Martins fez exposição por cerca de dez minutos. Ele afirmou, entre outros assuntos, que seu trabalho no Entorno de Brasília era focado na investigação de homicídios, estupros e outros crimes, e que não tinha conhecimento das atividades ilegais de Cachoeira. "O pouco efetivo nos impedia que a contravenção fosse prioridade. O Entorno tem inúmeros problemas e é impossível termos conhecimento de todos eles."

O delegado esclareceu que foram realizadas reformas no 1º DP de Águas Lindas pela Secretaria de Segurança Pública, mas não soube dizer qual a origem dos recursos. Martins revelou ainda que apenas encaminhou ofício à Prefeitura de Águas Lindas solicitando a construção de um balcão na delegacia.

O delegado disse que não sabe explicar como máquinas caça-níqueis foram
retiradas da delegacia, conforme mostram imagens gravadas pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo, lembrando que tais fatos ocorreram quando ele não estava lotado na cidade.

Questionado sobre o recebimento de uma mesada de R$ 5 mil por mês para
que não investigasse as atividades do contraventor Carlos Cachoeira, em Águas Lindas, o delegado negou a afirmação constante do inquérito da Operação Monte Carlo. "Nunca tive relação com a organização criminosa."

O delegado afirmou que não conhece Carlos Cachoeira, nem Lenine Araújo
de Souza, apontado como contador do esquema do contraventor, e tampouco o delegado da Polícia Federal Fernando Byron, todos personagens envolvidos na Operação Monte Carlo.

Martins esclareceu ainda que desconhecia a relação do prefeito de Águas
Lindas, Geraldo Messias, com Cachoeira, e que nunca recebeu denúncias das
atividades ilícitas do contraventor no município, e afirmou que, na medida do
possível, o trabalho de combate ao jogo ilegal foi realizado pela polícia em
Águas Lindas. "Basta olhar o relatório das máquinas que foram apreendidas
pela delegacia."

Após encerrado o depoimento, o deputado Talles Barreto (PTB) afirmou que
iria solicitar informações sobre a reforma realizada em delegacia da cidade de
Águas Lindas.

Mauro Rubem, por sua vez, afirmou que faltaram documentos para
fundamentar os questionamentos direcionados ao delegado José Luiz Martins e,
por isso, levantou a possibilidade de convocá-lo para prestar novo depoimento
na CPI. "Fiquei assustado com o desconhecimento do delegado em relação às
atividades ilícitas no município de Águas Lindas."

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