Bônus para professores intensifica debate em Plenário
O debate continua em torno do projeto de lei nº 2.063/12, que amplia o número de profissionais contemplados pelo Bônus de Estímulo à Regência, benefício criado pela Secretaria de Estado da Educação em 2011, com o objetivo de valorizar a docência e desestimular a evasão de professores efetivos das escolas estaduais. A matéria, de autoria da Governadoria, já foi debatida por Mauro Rubem (PT), Tulio Isac (PSDB) e, agora, Luis Cesar Bueno (PT).
Mauro Rubem havia questionado a propositura da Governadoria, argumentando que a matéria possui vocação empresarial e não considera a educação enquanto instrumento de cidadania. Também afirmou que a posição do Sintego, que representa os docentes, é contrária à matéria.
Luis Cesar Bueno apontou que a iniciativa acabaria valorizando professores descompromissados, que teriam uma atitude cada vez menos dedicada. "O que este projeto vai provocar é desestímulo. Os professores que se atrasam ou faltam desistem do bônus, aumentando a evasão ainda mais", afirmou.
O deputado Tulio Isac defendeu a proposta e questionou o posicionamento dos petistas, argumentando que deveriam apoiar a iniciativa de bonificar professores. "Mas com vocês é assim: nada que não seja do PT presta. Como podem ficar contra o bônus que o Governador está propondo?", indagou o tucano.