CPI na Assembleia
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia que, em sua oitava reunião, realizaria na manhã desta quinta-feira, 28, a tomada de depoimentos de três delegados da Polícia Civil e dois oficiais da Polícia Militar, acabou sendo cancelada devido a problemas de saúde do relator, deputado Talles Barreto (PTB), que compareceu, mas pediu para se ausentar por não estar se sentindo bem.
O presidente da CPI, deputado Hélio de Sousa (DEM), explicou aos presentes que de acordo com o regimento interno, em seu artigo 53, existe a disposição de que, na hipótese de ausência do relator, não podem ser colhidos depoimentos, a não ser que o mesmo seja substituído por um deputado da mesma representação política, o que não foi possível.
Hélio de Sousa agendou nova reunião para a próxima terça-feira, 3 de julho, às 9 horas. “O cancelamento está sendo feito sem prejuízos, pois os depoimentos serão realizados na terça-feira, data na qual irei colocar também para apreciação dos deputados membros da CPI que as reuniões possam ser realizadas também nas quartas-feiras”, explicou.
Apesar do cancelamento dos depoimentos previstos, puderam ser apresentados na reunião alguns requerimentos que serão votados na próxima reunião. O deputado Mauro Rubem (PT) apresentou requerimentos solicitando que sejam convocados para depor na CPI o governador Marconi Perillo (PSDB), a primeira-dama Valéria Perillo, o jornalista Luiz Carlos Bordoni, Edson Brito, Carlos Augusto Cachoeira e outros.
O parlamentar petista também solicitou que a presidência da CPI cobre agilidade no envio dos documentos que foram solicitados ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público, pois o prazo de existência da Comissão é curto.
O presidente Helio de Sousa (DEM) respondeu que a CPI já foi prorrogada por mais 90 dias e já existem inúmeros documentos, alguns de caráter sigiloso, disponíveis para consulta dos deputados-membros.
O deputado Talles Barreto (PTB) solicitou sobrestar (adiar) os requerimentos por ele apresentados que pedem a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e de SMS do prefeito Paulo Garcia (PT) e do ex-prefeito Iris Rezende Machado (PMDB). Ele também apresentou requerimento para que a Polícia Militar envie documentos sobre fatos revelados pelo coronel Júlio César Mota, em seu depoimento realizado na última terça-feira, 26.
O coronel havia informado que estes documentos, com levantamentos da Polícia Militar de locais nos quais havia máquinas caça-níqueis em funcionamento, eram repassados à Superintendência de Polícia Judiciária solicitando providências para inibir a prática do jogo ilegal no Estado.
As testemunhas intimadas para depor na reunião desta quinta-feira eram os delegados da Polícia Civil Aredes Correia Pires, Niteu Chaves Júnior e Juracy José Pereira, e o coronel da Polícia Militar, Carlos Antônio Elias e o tenente-coronel Deovandir Frazão de Morais.
A CPI investiga possível envolvimento de autoridades e políticos goianos com a contravenção e o crime organizado, e, ainda, a atuação das empresas Delta e Gerplan no Estado.