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CPI aprova a quebra de sigilos de Iris Rezende e Paulo Garcia nesta manhã

03 de Julho de 2012 às 15:00
Crédito: Y. Maeda
CPI aprova a quebra de sigilos de Iris Rezende e Paulo Garcia nesta manhã
CPI ouve novos depoentes
Deputados aprovaram, na manhã desta terça-feira,3, durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) o requerimento que pede a quebra de sigilo bancário, fiscal, sms e telefônico do atual prefeito de Goiânia, Paulo Garcia e do ex-prefeito Iris Rezende. Hoje foram ouvidos o ex-chefe de gabinete da Prefeitura, Cairo de Freitas, e os delegados Hylo Marques e Gilberto Ferro.

Deputados aprovaram, na manhã desta terça-feira,3, durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquerito (CPI) o requerimento que pede a quebra de sigilo bancário, fiscal, sms e telefônico do atual e ex-prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT) e Iris Rezende (PMDB), respectivamente.

A nona reunião da CPI que investiga possível envolvimento de autoridades e políticos goianos com a contravenção e o crime organizado, e atuação das empresas Delta e Gerplan no Estado, está acontecendo no Auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa e já recebeu novos requerimentos e aprovou outros nesta manhã.

Participam da  reunião de hoje os deputados-membros Helio de Sousa (DEM), presidente da CPI; Talles Barreto (PTB), relator; Mauro Rubem (PT), vice-presidente; Tulio Isac (PSDB); e Daniel Vilela (PMDB). O deputado Helder Valin acompanha os trabalhos da CPI nesta manhã.

No início da reunião, os deputados Talles Barreto e Tulio Isac apresentaram requerimentos para a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e de mensagens SMS do atual e ex-prefeito de Catalão, Velomar  e Adib Elias respectivamente. Os requerimentos serão votados na próxima reunião da CPI.

Outro requerimento assinado pelos dois deputados solicita à prefeitura de Goiânia e ao TCM a disponibilização, no prazo de 10 dias úteis, de todos os pagamentos realizados à prefeitura à empresa Qualys, que hoje tem o nome de Sustentar.

Durante reunião, o vice-presidente Mauro Rubem apresentou requerimento solicitando cópias de contrato de renovação da frota de ônibus da Metrobus. O deputado também solicita informações ao Tribunal de Contas do Estado sobre contratos das empresas Delta e Gerplan com o Estado. A votação das propostas também será realizada na próxima reunião da Comissão.

Votação de requerimentos

Nesta manhã, os deputados-membros da CPI aprovaram requerimentos para que sejam intimados para depor na CPI o procurador do Estado, Marcelo Siqueira; os delegados da Polícia Civil Leandro Pinheiro Fonseca Pereira, Rosivaldo Linhares Rosa e André Soares Veloso.

Por outro lado, parlamentares rejeitaram proposta para que fossem intimados o ex-presidente da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agesp), Edilson de Brito; o sócio-proprietário da empresa Mestra Administração e Participação, Écio Antônio Ribeiro; o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira; a ex-integrante do quadro societário da empresa Mestra Administração e Participação, Sejana Martins e o jornalista Luiz Carlos Bordoni.

Os deputados aprovaram a convocação do presidente da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal, Edemundo Dias Oliveira Filho.

Eles rejeitaram os requerimentos que convidaram para prestar depoimento na CPI o governador do Estado Marconi Perillo (PSDB), o deputado federal Armando Vergílio dos Santos Junior (PSD); a procuradora de Justiça Ivana Farina; à procuradora de Justiça Laura Bueno; o promotor de Justiça Saulo de Castro Bezerra; o promotor de Justiça, Eduardo Abdon Moura e aos também promotores, Abrão Amisy Neto e Humberto Machado. O prefeito de Águas Lindas de Goiás, Geraldo Messias, teve seu convite para depor aprovado pela CPI.

Outros requerimentos aprovados nesta terça-feira, 3, solicitam documentos e informações ao secretário de Segurança Pública e Justiça; ao comandante geral da Polícia Militar; ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás; ao procurador geral de Justiça do Estado de Goiás; ao Tribunal de Contas do Estado e ainda a juntada aos autos da CPI de cópia das notas taquigráficas da audiência pública, realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em 16 de setembro de 2009.

 

DEPOIMENTOS

Durante a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) realizada na manhã desta terça-feira, 3, foram colhidos os depoimentos de Cairo de Freitas, ex-chefe de gabinete do prefeito Paulo Garcia, e dos delegados da Polícia Civil, Gilberto Ferro e Hylo Marques.

O primeiro depoente e ex-chefe de gabinete do prefeito Paulo Garcia (PT), Cairo de Freitas, explicou que, apesar de conhecer Carlos Cachoeira há cerca de um ano, não está envolvido em nada com o grupo do contraventor. "Meu nome é citado apenas em uma reunião com vereadores", afirmou.

O ex-chefe de gabinete esclareceu que a reunião da qual participou na casa do vereador Santana Gomes (PSD), a pedido de Wladimir Garcêz, aconteceu para conversar com vereadores sobre críticas em relação à administração municipal, como as obras do Parque Mutirama, mas que o prefeito não tinha conhecimento do encontro. Ele contou que não sabia que Carlos Cachoeira estaria presente e que não conversou com o contraventor.

O deputado Talles Barreto (PTB) pediu a Cairo de Freitas explicações sobre gravação, na qual o vereador Santana Gomes afirma que a Warre Engenharia seria vencedora de licitação para realizar as obras de engenharia do Mutirama, antes de o procedimento ser realizado. Freitas afirmou que a licitação foi realizada antes de assumir a chefia de gabinete do prefeito Paulo Garcia.

Em seguida, o delegado de Polícia Civil, Gilberto Ferro, afirmou em seu depoimento que não está sendo investigado na Operação Monte Carlo e garantiu que não conhecia Carlos Cachoeira. Ele frisou que foi citado nas gravações por ter comandado operações de apreensão de máquinas caça-níqueis. “Nas gravações, diziam que tomariam as máquinas de volta a qualquer preço, o que não ocorreu.”

O delegado destacou que, em toda e qualquer denúncia recebida sobre exploração de jogos de azar, ele tomou as devidas providências, mas que a apreensão das máquinas é um procedimento complicado, que faz a polícia perder muito tempo. "O caça-níquel é um câncer de delegacias, principalmente porque não há onde guardar. Depois da apreensão, é preciso esperar a perícia", explicou.

Por último, o depoente e delegado de Polícia Civil, Hylo Marques Pereira, respondeu ao deputado Talles Barreto que conhece o empresário Carlos Cachoeira desde 1991 e Lenine desde 2009, mas que não tinha ligação com o grupo de Cachoeira.

O delegado também confirmou que esteve na sede da empresa Delta, em Goiânia, localizada próximo ao Flamboyant Shopping Center. Segundo ele, o objetivo era encontrar o empresário Carlos Ramos, o Carlos Cachoeira, para negociar a implantação de um empreendimento imobiliário em lote de sua propriedade na cidade de Águas Lindas.

Por último, Hylo Marques explicou que a retirada de máquinas de jogos de azar da delegacia de Águas Lindas, conforme mostra gravação da Polícia Federal, foi realizada por ordem da Justiça. Segundo ele, as máquinas foram levadas para a Ação Social da prefeitura do município.

Hylo Marques afirmou ainda ao deputado Tulio Isac (PSDB) que não possui rádio Nextel doado por Carlos Cachoeira, e que é poprietário de uma fazenda de 107 alqueires no município de Pilar de Goiás, mas esta não se encontra registrada em seu nome.

As terras teriam sido adquiridas com dinheiro obtido por meio de trabalho realizado em garimpo. Ele diz também ser sócio-proprietário de uma pedreira na cidade de Caldas Novas.

Hylo Marques informou que Carlos Cachoeira nunca lhe pediu nada e que nunca recebeu dinheiro do empresário da contravenção. Ele nega que tenha patrimônio avaliado em R$ 5 milhões, conforme consta em antiga declaração de Imposto de Renda da década de 1990, quando foi candidato a prefeito do município de Campos Verdes.

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