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Memória da Assembleia

03 de Julho de 2012 às 17:20
UFG já iniciou o levantamento de documentos que contam a história do Parlamento, segundo o assessor especial Joel Santana Braga.

Equipe do Centro de Documentação, Informação e Memória (CDIM), vinculado à Universidade Federal de Goiás (UFG), já começou os trabalhos de levantamento de documentos que contam a história do Legislativo goiano, desde a época do Brasil Império. Segundo o assessor especial de Cultura e Educação da Assembleia, Joel Santana Braga, a digitalização será realizada por meio de um equipamento de última geração adquirido pela UFG. “Será o primeiro trabalho realizado com o equipamento, que é o mais moderno existente no País. A UFG acabou de recebê-lo”, conta Braga.

Os trabalhos fazem parte de convênio assinado na última quarta-feira, 27, entre a Assembleia e a UFG para resgatar a memória do Legislativo goiano e implantar um plano de gestão de informação para a Casa. O projeto será desenvolvido sob a responsabilidade da Fundação de Apoio à pesquisa da UFG (Funape), com execução dos trabalhos pela equipe do CDIM .

Joel Santana Braga iniciou o desenvolvimento do projeto em dezembro do ano passado e conseguiu viabilizá-lo por meio da parceria com a Funape. Braga ressalta que foi fundamental o apoio do presidente da Casa à inciativa. “Jardel Sebba soube enxergar a importância de um projeto pelo qual só as próximas legislaturas vão ser beneficiadas. Atualmente, não há arquivos disponíveis sobre a história do Legislativo. O acervo servirá como instrumento de estudo para estudantes de mestrado e doutorado, e também para os próprios deputados”, explica.

Segundo o assessor especial, depois que as informações estiverem digitalizadas, elas serão disponibilizadas em por um link no portal da Assembleia. “Poderão ser acessados documentos de todas as legislaturas, inclusive da época do Brasil Império”, adianta. Braga conta que uma parte dos documentos já se encontra disponível em acervo já reunido por um dos pesquisadores do CDIM, o professor Luiz Sérgio.

Existe a possibilidade de haver uma recontagem das legislaturas da Casa por causa do tempo de funcionamento da Assembleia na época do Império. Nesse caso, de acordo com Braga, mais cinco legislaturas seriam incorporadas. “Se a Casa achar por bem, a atual 17ª Legislatura passará a ser a 22ª. A Câmara Federal fez um levantamento semelhante em 1967 e mudou o número da sua”, relata.

Para Joel Santana Braga, o levantamento também implicará em mais transparência no funcionamento da Assembleia, já que todas as matérias de maior relevância que tramitaram na Casa vão ser colocadas à disposição para consulta pública. “Este projeto vai contribuir não só para a história do Legislativo, mas também do Estado”, afirma o parlamentar.

Cooperação

A solenidade de assinatura do contrato de cooperação técnico-científica aconteceu na Sala da Presidência da Casa, com a presença do presidente do Legislativo, deputado Jardel Sebba; do assessor especial de Educação e Cultura da Assembleia, Joel Santana Braga; do reitor da UFG, Edward Madureira Brasil; do presidente da Funape, Cláudio Rodrigues Leles; do diretor do CDIM, Fausto Miziara; e do diretor de Comunicação da Assembleia, Paulo Bittencourt.

Jardel Sebba assinalou que o resgate da história do Legislativo é também o resgate da credibilidade da Casa. “Sempre fui preocupado em oferecer material de estudos para estudantes e outros interessados.”

Joel Santana Braga destacou a importância da iniciativa do presidente da Casa. “Jardel Sebba dá o exemplo para Goiás e todo o Brasil, resgatando a memória do Legislativo goiano, que é a história do Estado. Informação disponível com transparência é uma de suas principais metas”, afirmou.

O reitor da UFG apontou a oportunidade de aproximação da universidade com o Poder Legislativo. “Essa é uma das finalidades da Academia, resgatar e preservar a história. O projeto vai auxiliar tanto o trabalho de graduandos e alunos de mestrado e doutorado, como subsididar os trabalhos da Assembleia”, disse.

Cláudio Rodrigues salientou que a pesquisa foi viabilizada com a participação da Funape e destacou a credibilidade da Fundação, que, segundo ele, é hoje referência em todo o Brasil. “As pesquisas atenderão estudantes de pós-graduação e fornecerão mais elementos para a construção da história do Legislativo goiano e do Estado.

Multidisciplinar

Segundo o diretor do Cdim, Fausto Miziara, o projeto contará com a participação de equipe multidisciplinar composta por nove pesquisadores de áreas como História, Arquivologia, Biblioteconomia, Sociologia, Gestão de Informação, além de 15 graduandos de cada um desses cursos.

Miziara explica que as pesquisas sobre a história do Legislativo serão abrangentes. No plano de gestão de informação serão considerados aspectos como o fluxo da informação, o perfil do usuário e entraves que possam dificultar o acesso aos conteúdos existentes. “Queremos disponibilizar as informações para um público amplo, abrangendo desde a memória mais antiga, até informações produzidas hoje”, explica.

Ele informa ainda que a pesquisa compreenderá um levantamento de base documental e um banco de história oral, com depoimento de políticos, estudiosos e personagens que possam contribuir para o resgate da memória do Legislativo.

Segundo Fausto, o prazo previsto para a implantação do projeto é de 12 a 14 meses. “Depois de digitalizadas, todas as informações e pesquisas levantadas no projeto serão disponibilizadas na internet”, explica.

 
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