Professor da USP fala sobre cooperativismo na TV Assembleia nesta quarta-feira
O professor Sigismundo Bialoskorski Neto, da Universidade de São Paulo (USP), que esteve na terça-feira, 3 de julho, na Assembleia Legislativa, para proferir palestra sobre o cooperativismo no Brasil, gravou programa para a TV Assembleia sobre o mesmo tema. A edição será exibida hoje, às 19 horas, no canal 8 da Net e pelo site da Casa.
Sigismundo fez um breve histórico do cooperativismo no Brasil e no mundo. Segundo ele, as políticas públicas (entre elas, o cooperativismo) surgem no século XIX, como uma forma de corrigir as distorções do capitalismo industrial.
”As cooperativas nascem em meados do século XIX, quando imperava o liberalismo da Escola Clássica de economia. Naquela época, o aumento da atividade industrial provoca o surgimento de uma grande massa de trabalhadores, o que originou graves problemas sociais, tais como: desemprego, concentração de renda e exploração do homem pelo capital. Em comparação com o início do século XXI, verificamos que os mesmos problemas ainda subsistem, desta vez sob a economia neoliberal”, disse.
O especialista explicou que as cooperativas são organizações sociais da economia que substituem ou agregam funções públicas do Estado. Atualmente, existem cooperativas especializadas em áreas tão diversas quanto saúde, agropecuária, educação e crédito.
O professor da USP também apresentou os dados do cooperativismo no Brasil, lembrando que o número de organizações decresceu, devido à realização de fusões, e que hoje apresenta um baixo crescimento do número de associados.
“O Brasil possui cerca de 6.600 cooperativas. Os municípios onde as cooperativas se fazem presentes são quase sempre os mais desenvolvidos. A dimensão nacional média de associados por cooperativa é de 1.300 pessoas por cooperativa.
Segundo o professor, em Goiás, apenas 4% dos estabelecimentos rurais receberiam receita proveniente de cooperativas, e a média é de 500 associados por cooperativa. Contudo, o Estado ainda apresenta bastante espaço para crescer”, avaliou o professor, que também observou que o associado costuma apresentar um nível de receita média superior à média dos demais trabalhadores.