Comissão de Direitos Humanos e Comitê da Verdade promovem reunião nesta quinta-feira
A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Mauro Rubem (PT), realiza nesta quinta-feira, 12, reunião em parceria com o Comitê Goiano da Verdade e a Associação dos Anistiados do Estado de Goiás (Anigo). O evento acontece das 15 às 18 horas, no Auditório Solon Amaral.
Na oportunidade, serão debatidas as mazelas e as insubordinações supostamente praticadas pelos militares no período ditatorial, de abril de 1964 e março de 1985, como também se esclarecerá sobre como será a parceria entre o Comitê Goiano, a Comissão Nacional da Verdade e a Comissão da Assembleia. Além disso, será realizada uma homenagem ao defensor de presos políticos em Goiás, Rômulo Gonçalves.
O primeiro passo do Comitê Goiano será levantar dados e documentações sobre as vítimas do período ditatorial, buscando entender o que realmente aconteceu durante esse período.
Estarão presentes no encontro, além do deputado Mauro Rubem, o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente e membro do Comitê Goiano, Pedro Wilson; a deputada federal Marina Sant’Anna; o presidente da Anigo, Hélio Cabral; o ex-procurador-geral da República e membro oficial da Comissão Nacional, Cláudio Fonteles; e o ex-procurador e assessor da Comissão Nacional, Wagner Gonçalves. Também foram convidados familiares de Marcos Antônio Dias Batista e Ismael Silva de Jesus, vítimas da ditadura.
Para Mauro Rubem, o tema demonstra o compromisso e a consolidação de uma sociedade justa, que luta em prol da concretização das liberdades democráticas em nosso País. “O debate da Comissão da Verdade, pelo viés dos direitos humanos, é um passo importante para que o Brasil possa abolir as violações, assegurando, assim, o direito à verdade e à memória das vítimas do período da ditadura militar”, ressaltou.
De acordo com o parlamentar, é de extrema importância desvendar a verdade não para se abster do passado, mas para construir um novo presente, sem omissão e repressão, com mais justiça e respeito. “Tivemos 15 goianos desaparecidos durante a ditadura militar. De 2000 para cá, foram 36 jovens. Essa realidade só vai mudar quando passarmos a limpo nossa história. Precisamos garantir que respeito e dignidade prevaleçam. A Comissão será uma vacina para o fortalecimento da democracia no nosso País”, finalizou o petista.