Ex-procurador-geral da República fala da missão da Comissão Nacional da Verdade
“Memória é uma coisa para ser vivida. Aqueles que perderam familiares estão aqui para isso, aqueles que sobreviveram estão aqui para isso. Esse passado não morreu e nem morrerá. É fazer com que as gerações presente e futura formem um elo que nunca mais permita repetir esse passado. Que não se permita dizer que a solução está na tortura e na morte. Criar mecanismos concretos para que os brasileiros se comprometam a criar essa nova sociedade. A rede nacional de Comitês, que vai municiar a Comissão Nacional da Verdade, vai implantar medidas reais para que isso aconteça”. Foram as palavras do ex-procurador-geral da República e membro da Comissão Nacional da Verdade, Cláudio Fonteles.
O ex-procurador-geral participou da reunião, organizada pela Comisão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, em parceria com o Comitê Goiano da Verdade e a Associação dos Anistiados do Estado de Goiás (Anigo), para debater os crimes supostamente cometido pelos militares, durante a ditadura . O evento aconteceu na tarde desta quinta-feira, 12, no Auditório Solon Amaral.