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CPI ouve depoimentos de tenente-coronel e de delegado nesta 5ª-feira, 16

15 de Agosto de 2012 às 10:30
Crédito: Y. Maeda
CPI ouve depoimentos de tenente-coronel e de delegado nesta 5ª-feira, 16
Votação de requerimentos e intimações
CPI realiza nesta quinta-feira, 16, oitiva com o delegado Natal de Castro e o tenente-coronel Sérgio Katayama. Na terça-feira, 14, foram aprovadas a intimação de Sodino Vieira, ex-coordenador da campanha de Iris Rezende, em 2010, e a quebra de seus sigilos pessoais. O relator Talles Barreto solicitou a quebra do sigilo bancário da Delta em relação às transações realizadas pela empresa em Goiás.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada na Assembleia para investigar possível ligação de autoridades goianas com a contravenção e ainda a atuação das empresas Delta e Gerplan no Estado realiza sua 15ª reunião nesta quinta-feira, 16, no Auditório Solon Amaral, quando serão ouvidos o delegado de polícia Natal de Castro e o tenente-coronel PM Sergio Katayama.

O delegado e o tenente-coronel são citados na Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal contra suspeitos de explorar jogos caça-níqueis em Goiás. Katayama, que foi comandante do policiamento militar em Goiânia, se afastou da função por causa da investigação.

Na terça feira, 14, a CPI da Assembleia aprovou requerimentos para que fosse intimado, e outro para a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico do coordenador geral da campanha de Iris Rezende ao Governo de Goiás em 2010, Sodino Vieira de Carvalho.

Também foi votado e aprovado requerimento solicitando ao juiz federal Alderico Rocha Santos, cópia dos depoimentos prestados na audiência de instrução e julgamento referente à Operação Monte Carlo, realizada na sede da Justiça Federal em Goiânia, nos dias 24 e 25 de julho deste ano.

Os deputados aprovaram ainda solicitação ao Tribunal de Contas da União (TCU) de cópia dos contratos formalizados entre a empresa Delta Centro-Oeste e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Novos Requerimentos


Os deputados membros da CPI apresentaram novos requerimentos para complementar o trabalho da Comissão. O deputado Talles Barreto (PTB), relator da CPI, solicitou ao Banco Central a quebra do sigilo bancário da Delta em relação às transações realizadas pela empresa em Goiás.

O relator também apresentou pedido para que sejam convocados para depor na CPI o promotor de Justiça Élvio Vicente da Silva, de Aparecida de Goiânia; Andrey Azeredo, ex-secretário de Comunicação da Prefeitura de Goiânia; e o proprietário da empresa Bio Ambiental e Saneamento, Esupério Aguilar.

Ele pediu ainda que fossem solicitadas cópias de pagamentos realizados à empresa Qualix no ano de 2010 pela Prefeitura de Goiânia. Em outro requerimento, Talles Barreto pediu a quebra de sigilo telefônico do ex-chefe de gabinete do prefeito Paulo Garcia (PT), Cairo de Freitas. Talles ainda solicitou que sejam pedidos à Justiça Federal os números telefônicos utilizados pelos membros do grupo do contraventor Carlos Cachoeira, em especial, os da marca Nextel.

O deputado Tulio Isac (PSDB) apresentou requerimento solicitando a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do vereador Agenor Mariano (PMDB), que foi secretário de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura de Goiânia entre 2005 e 2008, na gestão de Iris Rezende.

Considerações


O presidente Helio de Sousa (DEM), em resposta a informações veiculadas pela imprensa, informou que até o momento não havia recebido nenhum comunicado oficial sobre qualquer decisão judicial que impediria a CPI de investigar contratos das Prefeituras de Aparecida de Goiânia e de Catalão com a empresa Delta Construções. “Não há até o momento nada que resguarda esta situação. Portanto, vamos continuar com nosso trabalho.”

Hélio de Sousa fez também a leitura de memorando que comunica que foram violadas correspondências enviadas pelas empresas Nextel e Claro à CPI. O presidente informou que será feita uma investigação para se descobrir os responsáveis e que serão solicitadas novas cópias dos documentos. Ele observou que a violação pode não ter sido de má fé, uma vez que os documentos não foram encaminhados especificamente à CPI, e sim à Assembleia. De qualquer forma, assegurou que o fato será investigado e tomadas as providências cabíveis.

Daniel Vilela (PMDB) apresentou cópias de extratos bancários de três contas, relativos ao ano de 2010, enviados pelo ex-coordenador da campanha de Iris Rezende ao Governo do Estado em 2010, Sodino Vieira. Segundo Daniel Vilela, Sodino também encaminhou cópia de contrato de compra e venda de imóvel de sua propriedade e pediu que fosse ouvido pela Comissão o mais rápido possível. O presidente observou que os documentos não provêm de fontes oficiais e os recebeu apenas para constarem no acervo da Comissão.

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