Audiência pública reuniu fiscais da Agrodefesa na Assembleia
O presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa, deputado Mauro Rubem (PT) promoveu nesta quarta-feira, 15, audiência pública para discutir a greve dos fiscais da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). Os grevistas reivindicam o estabelecimento de um piso salarial equivalente a oito salários mínimos e meio.
A paralisação afeta especialmente comerciantes e pecuaristas, já que o órgão é responsável pela inspeção de produtos de origem animal comercializados no Estado.
Na ocasião, Mauro Rubem sugeriu a criação de uma frente parlamentar suprapartidária destinada a intermediar as relações entre fiscais e Governo. Os fiscais também buscaram o apoio dos demais parlamentares da Casa, dirigindo-se ao Plenário para apresentar a sua pauta de reivindicações, durante a sessão ordinária desta quarta-feira.
Fizeram parte da composição da mesa, ao lado do parlamentar petista, diversas autoridades ligadas ao sindicalismo que representam os cerca de 700 fiscais da Agrodefesa.
Também estiveram presentes ao encontro os deputados peemedebistas Paulo Cezar Martins e Wagner Siqueira. Ambos afirmaram seu apoio à causa dos fiscais. "Aquilo que eu puder somar a favor de vocês, eu farei. Da minha parte, acredito que deveríamos propor a criação de uma comissão parlamentar suprapartidária, que poderia ser um instrumento de negociação entre os fiscais e o Governo", afirmou Waguinho, fazendo coro a Mauro Rubem.
Terceirização
Na abertura do encontro, o deputado Mauro Rubem frisou a importância do trabalho desenvolvido pelos fiscais. "O papel estratégico do serviço público é fundamental para garantir a comercialização de alimentos saudáveis. O nosso papel, aqui, é o de ajudar a categoria de todas as formas possíveis", disse.
Na mesma oportunidade, a vice-presidente do Sindicato dos Fiscais Agropecuários Estaduais de Goiás (Sinfeago), Marta Viana, condenou o corte do ponto dos grevistas. " Trata-se de uma questão de dignidade. Não é uma questão de salário, apenas. É uma condição de exigir dignidade", afirmou.
Em seguida, o presidente do Sinfeago, Carlos Augusto Bouhid de Camargo, fez uma breve explanação da importância da atuação da Agrodefesa no Estado, o que legitimaria as reivindicações. Segundo ele, aquele órgão atua em todos os municípios, em leilões, feiras pecuárias municipais, e é responsável pela inspeção de todos os alimentos de origem animal comercializados no Estado.
Finalmente, o diretor administrativo do Sindicato dos Fiscais Agropecuários Estaduais de Goiás, Helenildo Romano, pediu melhorias nas condições de trabalho das barreiras fiscais goianas.
"Resolvemos dar um basta nessa hipocrisia. Por que não podemos ser reconhecidos com melhores condições de trabalho? Nossos fiscais trabalham hoje em condições bastante precárias, nas barreiras. Nossa luta será árdua, mas sairemos vencedores, porque parâmetros nós temos", frisou.
Encerramento
Ao final do encontro, o presidente do Sinfeago, Carlos Augusto Bouhid de Camargo, abriu espaço para a apresentação de encaminhamentos dos fiscais.
Bouhid condenou o que qualificou de ações de "assédio moral" contra a categoria, que incluiriam ameaças de corte do ponto dos grevistas. Os fiscais deverão entrar com um mandado de segurança preventivo contra a medida.