CPI aprova convite para ouvir juiz responsável por processo contra Cachoeira
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possível ligação de autoridades goianas com a contravenção e ainda a atuação das empresas Delta e Gerplan no Estado, realiza na manhã desta terça-feira, 21, sua 16ª reunião. A sessão está sendo realizada, no Auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa.
Os deputados-membros deverão colher três depoimentos durante a reunião. Estão agendadas as oitivas do prefeito de Águas Lindas, Geraldo Messias; e dos delegados de polícia André Soares Veloso e Leandro Pinheiro F. Pereira. As convocações foram feitas por meio de requerimento de autoria de Mauro Rubem (PT) e Daniel Vilela (PMDB).
Durante o ínício da reunião, foi aprovado pelos deputados-membros, o requerimento de autoria do deputado Talles Barreto (PTB), que convida o juiz federal Alderico Rocha Santos para detalhar informações sobre as investigações. O magistrado teria sido alvo de tentativa de chantagem por parte da esposa do empresário Carlos Cachoeira, Andressa Mendonça.
Respondendo a questionamento do deputado Tulio Isac (PSDB), o presidente da CPI, Helio de Sousa (DEM), disse que não chegou às suas mãos mandado de segurança que impediria a Comissão de investigar prefeituras do Estado, especificamente a de Catalão e de Aparecida de Goiânia.
O deputado Daniel Vilela sustentou que o mandado de segurança já estaria em posse da Presidência da Casa há cerca de dez dias, e pediu informações sobre o assunto.
Helio de Sousa definiu que se tratava de uma denúncia grave e, por isso, solicitou a procuradora da Assembleia que se dirigisse imediatamente à Presidência da Casa para esclarecer o assunto.
O documento citado pelos deputados se refere a notícia divulgada pela imprensa, no início deste mês, que o desembargador Zacarias Neves Coelho, do Tribunal de Justiça, teria condedido mandado de segurança às Câmaras Municipais de Catalão e Aparecida, que teriam alegado que a CPI não teria competências para investigar prefeituras. Um dos focos a serem investigados pela Comissão é justamente a respeito de contratos de prefeituras com a Delta Construções.
Durante o início da reunião Helio de Sousa comunicou ainda que os procuradores da República Léa Batista de Oliveira e Daniel Rezende não poderão atender convite para comparecer à CPI, sob alegação de que o fato poderia atrapalhar os dois no trabalho que desenvolvem em relação ao processo desencadeado pela operação Monte Carlo da Polícia Federal.
A presidência informou também que recebeu comunicado do Banco Safra, que solicita alteração para 10 de setembro do prazo para envio de documentos solicitados pela Comissão.
Após o debate e deliberações iniciais, a reunião foi suspensa e será reaberta em alguns minutos com o primeiro depoimento previsto para o dia, do prefeito de Águas Lindas de Goiás, Geraldo Messias.
Participam da reunião, os deputados Helio de Sousa, Talles Barreto, Tulio Isac e Daniel Vilela.