CDHM ouve depoimentos de familiares de pessoas assassinadas e desaparecidas
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal ouviu depoimentos de pais e familiares de pessoas assassinadas e desaparecidas em Goiás, nos últimos 12 anos, e assumiu o compromisso de acompanhar cada caso levantado. A CDHM apura 36 casos de pessoas desaparecidas em Goiás neste período.
Entre os depoimentos ouvidos pela CDHM, estão o do radialista Manoel de Oliveira, ex-deputado estadual, que lamentou o fato de após decorrido 60 dias do assassinato de seu filho, Valério Luiz, nenhum suspeito foi preso. Ele frisou que a impunidade é a principal causa do aumento da criminalidade no Estado. Voltou a insistir na participação de diretores do Atlético Clube Goianiense no crime.
Outros pais, como Gesner Oliveira e Raimundo Lopes Ramos, se emocionaram e choraram durante os depoimentos. São pais de filhos de 19, 24 e 27 anos de idade que, segundo eles, foram assassinados por policiais militares. Os membros da CDHM anotaram os dados de cada depoimento e assumiram o compromisso de verificar o andamento de cada processo.
O deputado Mauro Rubem (PT) informou que Jeson Marques Ferreira, um dos assassinos profissionais de alguns desses crimes, está preso, inclusive por crimes em outro Estado da Federação.