Marlúcio Pereira pode voltar à Assembleia com vitória de deputados do PTB
Terceiro suplente do PTB na Assembleia Legislativa, o ex-deputado Marlúcio Pereira pode assumir mandato na Assembleia Legislativa. Ele obteve 20.280 votos na eleição de 2008, mas seus votos não foram computados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por causa de uma denúncia formulada pelo Ministério Público, posteriormente
revogada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os suplentes Talles Barreto (23.372 votos) e Frei Valdair de Jesus
(22.093 votos) serão efetivados automaticamente pela vitória dos
deputados Cristovão Tormin e Hildo do Candango, ambos eleitos pelo PTB, respectivamente, para as prefeituras de Luziânia e Águas
Lindas de Goiás, no Entorno de Brasília. A posse de Marlúcio Pereira seria possível graças à indicação do deputado Henrique Arantes, filho do deputado federal Jovair Arantes, para a Secretaria Estadual da Cidadania.
Marlúcio Pereira tem ainda a possibilidade de ser efetivado na Assembleia Legislativa na hipótese de o suplente Frei Valdair optar pela militância política em Anápolis, onde acaba de ser eleito vereador, com 2.717 votos – como deputado, o seu mandato seria
tampão e de apenas dois anos. Neste caso, o beneficiado com o exercício do mandato na Assembleia seria o quarto suplente do PTB,
Luiz Humberto Gonçalves Gomes, o “Betinho”, atual diretor comercial da Saneago, que obteve 16.580 votos na eleição de 2008.
Histórico do processo
Em 2006, após a campanha política, Marlúcio Pereira participou de um café da manhã em seu comitê eleitoral em companhia dos ex-deputados Chico Abreu e Doutor Valdir Bastos, tendo ocorrido degustação de caldos e pão de queijo por parte de correligionários. Houve em seguida uma denúncia por parte do Ministério Público, acatada pelo TRE, que pediu a cassação dos diplomas dos três parlamentares.
Marlúcio recorreu ao TSE, o ministro-relator Ricardo Lewandowski desconheceu a prática de crime eleitoral, mas o processo ficou parado até 2011, quando foi editada a Lei da Ficha Limpa. Resultado: o registro da candidatura foi negado e Marlúcio só conseguiu ficar livre da denúncia – por 7 votos a zero - após o resultado da eleição, daí a não computação de seus votos.