Chefe da Assistência Policial da Casa comenta episódio com segurança de deputado
O sargento Welington Batalha, que reagiu a uma tentativa de assalto na manhã dessa segunda-feira, 29, enquanto estacionava o carro do deputado Luiz Carlos do Carmo (PMDB), o qual é responsável pela segurança, se apresentou espontaneamente à Corregedoria da Polícia Militar do Estado, sendo liberado em seguida. A Corregedoria irá abrir um inquérito para apurar o caso.
Segundo o Capitão Joneval, designado para acompanhar a situação de Batalha durante toda a tarde desta segunda-feira, 29, o sargento havia deixado o deputado em uma reunião do Sindicato da Habitação do Estado de Goiás (Secovi-GO) e o aguardava nas proximidades da Praça Tamandaré, no Setor Oeste, quando foi abordado pelo suspeito, ainda não identificado.
“O Sargento Batalha, ao receber voz de assalto, desceu do veículo e entregou as chaves ao suspeito que virou de costas para levar o carro. Em seguida o Sargento se identificou como Policial Militar e deu voz de prisão, mandando-o se abaixar. Porém, o sujeito reagiu em busca de sua arma de fogo, obrigando o sargento a alvejá-lo. A PM e uma ambulância foram chamadas, mas infelizmente assaltante faleceu no local”, declarou Capitão Joneval.
Segurança Pessoal
O tenente coronel Luiz Alberto Sardinha Bites, chefe da Seção de Assistência Policial Militar da Assembleia, informou que Batalha está à disposição do deputado Luiz Carlos do Carmo desde o incidente que vitimou sua filha, Michelle Muniz do Carmo, de 30 anos, durante uma tentativa de assalto no dia 21 de abril deste ano. O parlamentar havia recebido inúmeras ameaças, levando-o a solicitar da Presidência da Casa a disponibilidade de um segurança para acompanhá-lo.
A presidência da Assembleia juntamente com a Assistência Policial da Casa, designaram o Sargento Batalha, que tem mais de 16 anos de serviços na PM, para trabalhar com o deputado peemedebista.
Conforme informou o diretor-geral da Casa, Milton Campos, este procedimento é executado sempre que um parlamentar ou servidor se sentir ameaçado. "É dever do Poder Legislativo garantir a integridade física do parlamentar, bem como de todo o servidor".
Segundo o tenente coronel Bites, Batalha agiu no estrito cumprimento do dever legal, tanto na tentativa de proteger o patrimônio do parlamentar quanto à própria vida.
Tragédia
Seis homens foram acusados de envolvimento na morte da filha do deputado, Michelle do Carmo: um teria atirado na jovem, outro teria entrado no carro dela e um terceiro teria dado cobertura ao crime. Outros três também participaram: o que teria emprestado o carro, o que teria emprestado a arma do crime e o que teria guardado a arma após o crime.
O parlamentar, após o ocorrido mostrou sua indignação com as falhas do Código Penal, que segundo ele, não atendem os anseios da população. “Mesmo que sejam condenados, esses bandidos pegarão no máximo 30 anos de prisão. Provavelmente em dez, doze anos eles estarão livres e fazendo mais das mesmas maldades que fizeram com minha filha”, declarou Luiz Carlos do Carmo.