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Retirada de frase religiosa das cédulas de real divide opiniões no Parlamento goiano

14 de Novembro de 2012 às 09:10

A ação da Procuradoria da República no Estado de São Paulo de pedir à Justiça Federal que determine a retirada da expressão “Deus seja louvado” das cédulas de real dividiu a opinião dos deputados da Assembleia Legislativa de Goiás, na tarde de terça-feira, 13. A ação do MPF, ainda em caráter liminar, concede à União o prazo de 120 dias para a mudança nas cédulas, para que não sejam gerados gastos aos cofres públicos.

Segundo a própria Procuradoria, o principal argumento é de que o Estado Brasileiro é laico e, portanto, deve estar completamente desvinculado de qualquer manifestação religiosa.

O deputado Mauro Rubem (PT) concorda com o ponto de vista do MPF. De acordo com ele, apesar de a colonização brasileira ter se dado por um Estado branco, cristão, essa não é mais a realidade do momento político, religioso e cultural do Brasil.

“O Brasil é um país laico e por isso não pode ter nenhuma vinculação religiosa de qualquer tipo existente, em qualquer esfera do Poder, seja ele Executivo, Legislativo ou Judiciário. Isso privilegia um segmento religioso em detrimento dos tantos outros existentes no País”, diz o petista.

Já o deputado Daniel Messac (PSDB) afirma que, independentemente da escolha de fé, a maioria absoluta dos brasileiros tem a convicção da existência de Deus, e que essa frase nas notas de real representa a crença da maioria. “O Brasil, como um Estado democrático, tem de fazer valer a vontade da maioria. O MPF presta um relevante e importante serviço, mas precisa manter seu foco em mudanças que realmente tragam benefícios à população.”

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