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VLT em Goiânia

20 de Novembro de 2012 às 18:27
Secretário das Cidades, Sílvio Sousa debateu a implantação do VLT no Eixo Anhanguera, em audiência proposta por Daniel Messac.

Numa iniciativa do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Daniel Messac (PSDB), a proposta de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foi discutida em audiência realizada na tarde desta terça-feira, 20, no Auditório Solon Amaral. De acordo com o parlamentar, a reunião foi realizada devido à necessidade de dar transparência em todo o processo de licitação e implantação do VLT, diferentemente do caso do Eixo Anhanguera, que recebeu diversas intervenções e pouco mudou ou melhorou.

Procedendo à apresentação do projeto VLT Anhanguera, o secretário das Cidades, Sílvio Sousa, falou sobre os projetos de veículo leve a serem implantados em Goiânia. Também está prevista a construção de um eixo VLT Norte-Sul, que irá integrar as localidades da região metropolitana da Capital.

O projeto VLT Anhanguera será realizado na modalidade de concessão, com prazo de 35 anos, segundo o secretário. "Um dos fatores intrínsecos ao projeto é a preservação do poder atual, do modelo de concessão, de tarifa e de integração. Hoje, o modelo de integração da Região Metropolitana de Goiânia é um dos mais copiados e eficientes do País", explicou.

O secretário também afirmou que o projeto vai contar com a consultoria de empresas especializadas da França, Inglaterra e Alemanha. Ele também elencou os benefícios decorrentes da futura implantação do projeto.

"O projeto vai aumentar a velocidade comercial média, em comparação com o mesmo trajeto hoje praticado no Eixo Anhanguera. Triplicamos a capacidade de cada composição, de 200 para 600 passageiros. Também haverá uma redução de 53 para 35 cruzamentos, durante o percurso", completou.

Video

Após a exibição de vídeo institucional, que destacou os benefícios do modelo de transporte pleiteado pelo projeto VLT Anhanguera, Sílvio Sousa colocou-se à disposição dos parlamentares para responder a questionamentos.

O deputado Daniel Messac (PSDB) abriu a rodada de perguntas, afirmando que houve uma intervenção no Eixo Anhanguera que prejudicou setores do comércio. Ele perguntou se o projeto do VLT não vai prejudicar, também, os comerciantes.

Em resposta, o secretário afimou que o projeto vai resgatar áreas históricas e degradadas da capital. "Haverá um plano para minimizar os danos junto aos comerciantes locais. Também haverão projetos para mitigar os possíveis prejuízos decorrentes da implantação da obra. Em cidades como Reims, na França, houve um aumento da atividade comercial, em função do VLT", afirmou.

O deputado tucano também sugeriu a implantação de um metrô no lugar do VLT. O secretário afirmou que a cidade ainda não dispõe de demanda suficiente para a construção de uma malha metroviária, a qual poderia custar 10 vezes mais do que a implantação de uma rede de veículos leves.

Respondendo a questionamento do deputado Carlos Antonio (PSC), Sílvio Sousa esclareceu que a redução do número de cruzamentos da Avenida Anhanguera não vai representar aumento significativo de custos no orçamento do projeto do VLT Anhanguera.

O deputado Bruno Peixoto(PMDB) acredita que o projeto referente a VLT seja relevante para a população goiana, porém questiona aspectos relacionados a possibilidade de desapropriação de comércios na região, a acessibilidade por parte de trabalhadores e clientes no local e a perda de empregos de funcionários que trabalham na Metrobus. O parlamentar defende uma melhor estruturação da propositura em relação à real situação que Goiânia se encontra.

O deputado externou sua preocupação com os comerciantes da Avenida Anhanguera, cujas atividades deverão ser paralisadas por até dois anos, em virtude da execução das obras do VLT Anhanguera. "Eu ainda não acredito na viabilidade do projeto. Acho que, a longo prazo, conseguiremos executá-lo. Eu gostaria que a Assembleia e a Câmara Municipal de Goiânia tivessem maior envolvimento na implantação do projeto", disse.

"Os comerciantes já estão pensando em realizar manifestações. Para realizarmos semelhante projeto, devemos manter um diálogo com os empresários, especialmente de Campinas, no que se refere aos cruzamentos", completou.

Em resposta, o secretário disse que foram realizados os melhores estudos, junto a profissionais da área de transporte, para minimizar o impacto das obras. "Já temos audiências marcadas junto a empresas do Eixo. Na verdade, houve, ao longo dos anos, uma degradação em vários pontos da Avenida Anhanguera, bem como uma mudança no tipo de comércio ali realizado. Isso acabou interferindo até na questão do uso e consumo diário do Eixo Anhanguera", afirmou.

Sílvio Sousa disse que compreende o temor dos comerciantes locais, no sentido de temer prejuízos. "Devemos, contudo, frisar que toda mudança demanda sacrifícios. Por isso, nós fizemos estudos rigorosos ao longo da via. A obra trará, de fato, uma revitalização para o local", disse.

O secretário explicou, ainda, que o projeto, orçado em R$ 1,3 bilhão, contará com 50% de participação do Estado e 50% de entidades privadas.

o deputado Elias Júnior (PMN) registrou seu questionamento quanto ao preço das tarifas que deverão ser praticadas no novo sistema.

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