Ícone alego digital Ícone alego digital

Presidente da SGPA pede apoio de deputados contra projeto do Governo

22 de Novembro de 2012 às 17:00

Presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), Ricardo Yano esteve na Assembleia, na tarde desta quinta-feira, 22, para solicitar aos deputados apoio contra a aprovação de projeto enviado pela Governadoria, que, segundo ele, elevaria o valor das taxas cobradas dos produtores rurais pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) em até 300 %. A cobrança de tarifas incidiria, principalmente, no deslocamento de animais.

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o deputado Daniel Messac (PSDB) determinou, na última semana, o sobrestamento do projeto para que a matéria seja melhor discutida entre os parlamentares e com as partes interessadas. “Não é interesse do Governo aprovar projetos sem uma ampla discussão”, frisa.  

Messac destaca que é preciso discutir o valor justo a ser cobrado e a criação de um Fundo de Pesquisa destinado a orientar o produtor rural sobre o uso de técnicas que visam aumentar a produção e diminuir custos.

O deputado Wagner Siqueira (PMDB) também critica o projeto e salienta que os principais prejudicados serão os pequenos produtores, pois são estes que sempre tem de movimentar animais por causa do aluguel de pastos, segundo justificou.

Outra crítica sua é que a proposta permite ao Governo transferir a cobrança de taxas da Secretaria de Agricultura, órgão ao qual a Agrodefesa está subordinada, para a Secretaria da Fazenda, para que assim não necessite da aprovação da Assembleia para reajustes.

Ricardo Yano explica que, além de elevar a níveis astronômicos o nível das taxas cobradas atualmente, o projeto cria novas tarifas. Segundo ele, os produtores não se negam a pagar tributos, querem apenas que seja cobrado um valor justo, que teria como principal referência os índices inflacionários.

Para o presidente da SGPA, o projeto vai atrapalhar o produtor, o que provocaria um efeito contrário ao esperado pela administração pública estadual, que é aumentar a arrecadação. “Em vez de ganhar, o Governo vai perder”, afirma.
 
Norma única

O processo nº 4.095/2012, encaminhado pelo Governo no final de outubro, concentra em uma única norma o valor de taxas de serviços cobrados pela administração pública. O projeto de lei altera a Lei nº 11.651/1991, que institui o Código Tributário Estadual, e já foi lido durante sessão ordinária, sendo encaminhado para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Nas razões do processo, a Governadoria esclarece que as taxas praticadas pela Secretaria de Saúde, Universidade Estadual de Goiás, Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e Agência Goiana de Comunicação (Agecom) serão reunidas no Código Tributário Estadual. De acordo com a justificativa, a proposta é resultado de trabalho em conjunto dos servidores dos mencionados órgãos e da Secretaria da Fazenda.

Em ofício encaminhado ao Governador Marconi Perillo, e utilizado como justificativa nas razões do processo, o titular da Fazenda, Simão Cirineu, argumentou que a "concentração de tributos cobrados pelo Estado de Goiás em apenas uma norma facilitará a consulta pelos mais diversos usuários e propiciará, à medida que a lei seja exercida, a possibilidade de uniformização, além de conferir maior transparência à cobrança deste tipo de tributo, fazendo com que o cidadão possa localizar facilmente as taxas cobradas pela prestação de serviço ou pelo exercício regular do poder de polícia".

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.