Violência no Kalunga
A Assembleia Legislativa realizou audiência pública nesta quinta-feira, 22, esta tarde, na Escola Municipal Maiadinha, na região Vão dos Moleques, no município de Cavalcante.
A iniciativa é do deputado Carlos Antonio (PSC), presidente da Comissão da Criança e Adolescente da Assembleia Legislativa.
O tema da audiência pública é “Violência Sexual e Drogadição de Criança e Adolescente de Comunidades Quilombolas (Kalunga) do Nordeste goiano”.
Carlos Antonio adiantou que o debate iria girar em torno do papel do Conselho Tutelar especificamente na questão da exploração sexual de criança e adolescente.
Ele informou que, além da estrutura da Assembleia Legislativa, o evento contará com o apoio dos Conselhos Tutelares da região, notadamente de Cavalcante, Teresina de Goiás, Alto Paraíso e Monte Alegre.
“Foram mobilizadas as autoridades afetas ao tema, de modo especial as da região, com vistas a encontrar uma solução mais urgente para essa questão que está afligindo muitas famílias de comunidades quilombolas”, ressaltou o deputado.
A população Kalunga é uma comunidade de negros, originalmente formada por descendentes dos primeiros quilombolas, ou seja, de escravos que fugiram do cativeiro e organizaram quilombos, passando a viver em relativo isolamento, construindo para si uma identidade e uma cultura próprias, com os elementos africanos de sua origem adicionados aos europeus dos colonizadores, marcados pela forte presença do catolicismo tradicional do meio rural.
Estes quilombos localizavam-se ao norte da região que hoje é conhecida como Chapada dos Veadeiros e, desde 1991, toda área ocupada por esta comunidade foi reconhecida oficialmente pelo Governo de Goiás como sítio histórico que abriga o Patrimônio Cultural Kalunga, parte essencial do patrimônio histórico e cultural brasileiro.
A região desperta grande interesse de turistas, ao exemplo do povoado do Engenho II, que está localizado no município de Cavalcante, a 27 km da cidade no Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga que possui 237 mil hectares.
O local possui muita história e belíssimas cachoeiras como a Santa Barbara, de cor de água azul; a capivara, a menos de 1 km do povoado; e a Candaru com 70 metros de queda.