Francisco Gedda questiona viabilidade do VLT
O deputado Francisco Gedda (PTN) questionou a viabilidade do processo nº 3.353/2012, que institui o grupo executivo de implantação do Programa Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no município de Goiânia e dá outras providências. O texto encontra-se em segunda votação em plenário. De acordo com ele, o modelo de transporte é "fracassado" e utilizado apenas em subúrbios.
"Quando eu era presidente da Metrobus, transportava-se 170 mil passageiros por dia; hoje, são 250 mil. A preocupação é grande. O que Luis Cesar Bueno disse sobre o VLT é relevante. Suas palavras são de técnicos. Sabemos hoje que o tipo de transporte é fracassado; é usado no subúrbio, onde o acúmulo de passageiros não é tão grande. Os ônibus biarticulados descaracterizaram nossa Avenida Anhanguera; pense, então, com trem de ferro", argumentou o deputado.
No teor da propositura consta também a instituição do Fundo Especial de Implantação do Programa Veículo Leve sobre Trilhos (FVLT), vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana. Trata-se de unidade orçamentária específica, que visa garantir o custeio das despesas com a implantação do sistema de transporte urbano.
A matéria cria também os cargos de provimento em comissão correspondentes às unidades administrativas integrantes das aludidas estruturas. A proposta também solicita da Assembleia autorização para a abertura de créditos especiais até o limite de R$ 200 milhões para custeio.
Nas razões do projeto de lei, a Governadoria argumenta que a instituição do grupo executivo e respectivo fundo especial é medida necessária para o desenvolvimento do programa. "É sabido que o sistema de transporte de veículo leve sobre trilhos representa, como acontece a outras metrópoles do País, a solução mais viável, sob todos os pontos de vista, para o transporte coletivo urbano", indica a justificativa da proposta.