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Deputados participam de audiência sobre taxas da Agrodefesa

04 de Dezembro de 2012 às 10:43

Os deputados Francisco Gedda (PTN), Valcenôr Braz (PTB), Daniel Vilela (PMDB), Francisco Júnior (PSD) e Karlos Cabral (PT) participam da audiência pública que acontece nesta terça-feira, 4, no Auditório Solon Amaral da Assembleia.

Valcenôr Braz levantou o impacto do aumento das taxas dos serviços estaduais da Agrodefesa diante do produtor rural “A proposta das taxas traz um aumento de até 212% e essa é a pauta da nossa discussão hoje. Por exemplo, no caso de bezerros, o transporte de qualquer quantidade do animal possui custo único de R$ 10 e com o projeto poderá custar até R$ 32,50”, disse.

O parlamentar entende que esse reajuste não acontece há 10 anos, mas, segundo ele, não pode ser recomposto de uma vez só. “Se cada deputado destinasse R$ 200 mil de suas emendas para o setor, o que daria um total de R$ 7 milhões, poderíamos resolver grande parte desses impasses da Agrodefesa”, explicou Valcenôr.

Gedda aproveitou a oportunidade para discordar do deputado Daniel Messac (PSDB). Para ele, o agronegócio é hoje o setor mais penalizado no Brasil. “Quase 10% do que colhemos da nossa safra agrícola é jogada fora no transporte. Então, o Governo deveria oferecer melhores condições para que o agronegócio se desenvolva ao invés de aumentar as taxas.”

O deputado de oposição, Daniel Vilela propôs um diálogo franco na Casa no que se refere ao agronegócio. “O setor deveria ter prioridade, assim como a Saúde e Educação, visto que tem muita importância na nossa economia, mas isto não está acontecendo. Portanto, sou contra esse aumento, não por condições políticas, mas sim porque acredito que não é dessa forma que se faz uma discussão”, destacou Daniel.

Na oportunidade, Francisco Júnior sugeriu avançar o debate na questão da destinação dos novos recursos. “Já que o Governo propõe aumento dos valores, acredito que seria interessante discutirmos retorno que esse incremento pode trazer para o setor.”

Karlos Cabral disse que não dá para dissociar a questão técnica da política dentro da Assembleia. “O aumento de impostos é uma questão política. Esse Governo vem concedendo incentivos, créditos outorgados, entre várias outras coisas que não condizem com o proposto no projeto em questão”, ressaltou.

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